O Paraná, no Senado, é hoje a representação das mudanças que o povo brasileiro deseja

Deputados e senadores eleitos e reeleitos serão empossados, no dia primeiro de fevereiro, trinta e um dias depois da posse do novo presidente da República, Jair Bolsonaro, e seu governo. Ainda assim, nos corredores da Câmara Federal, o deputado Rodrigo Maia vem trabalhando para se reeleger, pela segunda vez, à presidência da Casa, enquanto, na casa vizinha, o Senado da República, o senador Renan Calheiros não esconde o desejo de voltar a comandar a Câmara Alta da República.

A diferença entre Rodrigo Maia e Renan Calheiros é da água para o vinho, pois, enquanto Maia padece de questões regionais, no Rio de Janeiro, com o futuro ocupante do Palácio do Planalto e seus filhos parlamentares, Flávio, senador eleito, e Carlos, vereador da Câmara Municipal do Rio, Renan é o retrato de tudo o que povo condenou nas urnas, tendo sido reeleito pela força da máquina pública de Alagoas, onde seu filho, Renan Júnior, se reelegeu governador do Estado. Renan é uma figura da velha e corrupta classe política, já tendo renunciado a presidência do Senado para evitar uma cassação, por conta de denúncia de corrupção.

Aliás, o senador eleito pelo Rio de Janeiro e filho do presidente Jair Bolsonaro, Flávio, já avisou que não vota em Renan, porque ele não representa as mudanças que o povo pediu nas urnas. E, nessa mesma linha, os dois senadores eleitos pelo Paraná, Flávio Arns e Oriovisto Guimarães, também já avisaram que Renan não terá o voto deles, especialmente, pelo fato de que os dois são produto da aspiração do povo por uma mudança radical no comportamento da classe política, especialmente, quanto a probidade, honestidade, retidão de caráter. E o senador de Alagoas não se ajusta nesse exigente figurino.

O terceiro nome do Paraná no Senado é o de Álvaro Dias, que, candidato a presidente da República, desfraldou a bandeira da refundação da República, em meio a um discurso forte de combate a corrupção. Significa que jamais o senador Álvaro Dias poderia votar em Renan Calheiros, seja pelo histórico comprometedor de Renan na questão da moralidade pública, seja pelo fato singular de Renan ser aliado do ex-presidente Lula, preso em Curitiba, pela Lava Jato. Renan, mesmo sendo do PMDB, que teve como candidato a presidente Henrique Meirelles, apoiou a candidatura do pau mandado de Lula, Fernando Haddad. Pela oportunidade, vale lembrar que Renan Calheiros era o presidentre do Senado no impeachment da presidente Dilma Rousseff, e que, aprovado o impeachment, ergueu a voz para atenuar a punição a já então ex-presidente, livrando-a da perda dos direitos políticos, numa agressão ao texto constitucional, em meio a conivência do presidente da sessão, o então presidente do STF, ministro Ricardo Lewandowski. Eis o Renan Calheiros que deseja voltar a presidência do Senado da República!

Mas, vale ressaltar a posição limpa, clara e decente da representação do Estado no Senado Federal. De nossos três senadores, Renan não terá um único voto. Teria, seguramente, o de Roberto Requião, mas que foi derrotado nas urnas, pelo voto inteligente e sábio do eleitor do Paraná. Tão inteligente e sábio, que escolheu dois grandes e honrados nomes, que já justificam o voto dos paranaenses, ao anunciarem que querem ver na presidência do Senado alguém que tenha sintonia com o novo Brasil, de combate à corrupção, à desonestidade e ao crime organizado, que o povo pediu nas urnas.

Quem votou, portanto, em Flávio Arns e Oriovisto Guimarães que se sinta orgulhoso.

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