O Ministério do Trabalho faz tempo que deixou de ser do “trabalho”, para ser “da corrupção”

A divisão do Ministério do Trabalho, anunciada agora pelo futuro ministro-chefe da Casa Civil, Onix Lorenzoni, apenas formaliza e dá nova direção ao que, de fato, já existia de há muito tempo, eis que o Ministério do Trabalho deixou de ser “do trabalho” para ser um grande centro “da corrupção”. Um vistoso e cobiçado arcabouço da malandragem que atraía a atenção dos partidos ditos “trabalhistas”, com o PT à frente, seguido de PTB, PDT, PC do B, Solidariedade e por aí segue. Ao tempo de Lula no Palácio do Planalto, o PDT buscava espaço de acomodação. Enquanto uma corrente defendia o nome do ex-senador Osmar Dias para o Ministério da Agricultura, pela competência de Osmar, o então deputado Carlos Luppi, presidente nacional da sigla brizolista, gritava que “o PDT não entende nada de agricultura”, chamando para a si a indicação do partido, justamente, para o Ministério do Trabalho, para onde acabou indo e de onde acabou saindo, em meio a denúncias de corrupção.

O Ministério do Trabalho se transformou num oásis do sindicalismo pelego, oportunista e interesseiro, usando a figura do trabalhador, única e exclusivamente, como massa de manobra para a materialização do instituto de sindicato. O Brasil possui o exagero de 17 mil sindicatos, algo próximo de 90% dos sindicatos do mundo. Os Estados Unidos, por exemplo, possuem 190 sindicatos, a Argentina 90, a Inglaterra 160. Ou os americanos, argentinos e ingleses estão muito atrasados e os brasileiros muito avançados, ou os americanos, argentinos e ingleses são muito prudentes e produtivos, e os brasileiros muito oportunistas e desonestos. Essa última alternativa é muito mais condizente com a realidade.

Assim, a eliminação do Ministério do Trabalho, que provoca desespero nas esquerdas, especialmente nas esquerdas penduradas nos privilégios desse sindicalismo vigarista, merece ser saudada pela sociedade brasileira, eis que, ao mesmo tempo em que o futuro governo desmonta um importante foco da corrupção e da malandragem nacionais, abre espaço para um grau de maior eficiência e seriedade no trato das questões, verdadeiramente, trabalhistas, verdadeiramente, de interesse do trabalhador.

Dividido em três partes, uma delas, a da concessão de sindicatos, ou seja, a da farra da criação de sindicatos, vai para o futuro Ministério da Justiça, sob às vistas do ministro Sérgio Moro, enquanto uma outra parte vai para o futuro Ministério da Economia, a cargo do ministro Paulo Guedes, e a terceira parte para o Ministério da Cidadania, que será comandado pelo ministro Osmar Terra. Ou seja, a malandragem vai desaparecer, junto com a extinção do Ministério do Trabalho. Sem que isso represente o menor prejuízo ao trabalhador. E com o fim do imposto sindical obrigatória, boa parte dos dezessete mil sindicatos vai para o espaço, e o Brasil pode, quem sabe, perder o “honroso” título de possuir 90% dos sindicatos do mundo. Da vergonha da malandragem, de repente, vamos caminhar para um patamar de maior seriedade, de decência e respeito com o trabalhador verdadeiro, profissional competente, gente que, de fato, ajuda a construir o Brasil.

Há muita mudança a ser feita e que a sociedade brasileira começa a tomar conhecimento. Aliás, foi para mudar a anarquia da imoralidade, o festival  da corrupção e a esculhambação da insegurança pública que o povo votou em Jair Bolsonaro. Se fosse para manter tudo o que o PT criou e manteve, nesse quadro da generalidade criminosa, o povo teria votado no pau mandado de Lula, o Fernando Haddad.

Mas, o povo votou em Jair Bolsonaro porque cansou de ser vítima da desonestidade, da incompetência, da mentira, da vagabundagem oficial e da roubalheira sem fim.

Pois, que, assim como o Ministério do Trabalho, outras instituições que tiveram desviadas sua natureza, para o mundo do crime, que também venham abaixo. “Brasil, acima de tudo; Deus, acima de todos!”

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