Com governo praticamente montado, Bolsonaro se firma na credibilidade da equipe convidada

Até parece que nunca tivemos um segundo turno tão demorado e uma transição tão longa, como estamos a viver neste ano atípico de uma eleição diferente de tudo o que já houve em tempos de democracia no Brasil. Um ex-presidente condenado e preso querendo ser candidato para, ao final de todas as negativas na Justiça, apontar um nome para substituí-lo, que se prestou ao papel ridículo de, toda a segunda-feira, visitar o padrinho preso para receber as ordens do que deveria fazer naquela semana.

Enquanto isso, surge um candidato, surpreendentemente, em ritmo de novidade, chamado desde logo de “mito”, e passando a reunir multidões, por onde andou, pregando a sua candidatura. Em plena campanha em Minas Gerais, sofreu um atentado, perpetrado por um maluco, que, ainda que o tenha ferido seriamente, não conseguiu o intento maior de matá-lo. Algo inédito em nossa história republicana.

Odiado, gratuitamente, pelas esquerdas de todas as denominações, Jair Bolsonaro, não só se manteve na liderança de todas as pesquisas durante todo o tempo da campanha, como venceu as eleições, impondo uma diferença de dez milhões de votos sobre o adversário escalado pelo ex-presidente condenado e preso.

Acusado, durante toda a campanha, de ser uma ameaça para a democracia, pela sua condição de militar reformado e defensor do regime militar, Jair Bolsonaro ganhou as eleições e passou a compor um governo diferente, distante, muito distante dos tradicionais balcões de negócio, de modo que cada nome que vem sendo anunciado merece o crédito da Nação, que já vive um outro momento, de viva esperança das mudanças que haverão de ser introduzidas pelo novo governo.

Os nomes militares indicados para ministros representam a mudança de governo, a mudança de estilo de governo, eis que, enquanto nos governos petistas os indicados eram produtos de negociatas para a corrupção, no futuro governo os nomes escolhidos pelo presidente eleito representam a garantia da probidade, da eficiência e do compromisso com o Brasil. É uma nova realidade, um novo estilo de se fazer política, uma varredura da esquerda, que, além de incompetente, se revelou desonesta em seus quatro períodos de governo. E, por incrível que pareça, ainda há gente defendendo a esquerda, no que interessa defender e fingindo não saber do que o Brasil inteiro sabe. Aliás, do que o mundo inteiro sabe, eis que, hoje, o mundo sabe que um ex-presidente do Brasil foi investigado, com amplo direito de defesa, processado, julgado e condenado, dentro das normas tradicionais de um regime democrático.

Os partidos políticos, ou se reinventam, ou terão dificuldades de sobrevivência, eis que foram rejeitados pelo eleitor brasileiro, nas urnas de outubro. Não apenas o PT, símbolo maior da roubalheira, da desonestidade e da corrupção, como todos os demais partidos. Bolsonaro, por sinal, saiu candidato por um partido nanico, o PSL, porque nenhum partido o aceitava, sem militantes, sem espaço no rádio e na televisão. Ele sempre foi maior que seu partido, que se fez grande, nas eleições, justamente pelo prestígio de seu candidato a presidente.

O primeiro escalão do futuro governo deve ser concluído nesta semana, devendo, a partir de então, ganhar força a transição, em si do governo, mas sem descuidar das ameaças de deputados e senadores, com as cabeças a prêmio na Lava Jato, de mudanças que pretendem fazer na legislação, para se verem, de alguma forma, beneficiados.

Os políticos, varridos nas eleições, deveriam, no que lhes resta, demonstrar um mínimo de hombridade e respeitar o que o povo decidiu.

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