A proposta de redução do orçamento da Assembleia, mais que política, é didática

No batidão em que caminhava o nosso processo político, em que o eleito ficava a dever uma vela para cada santo e era refém dos partidos que o apoiavam na hora de organizar a equipe de governo, não havia o menor espaço para uma ideia de redução de gastos, mormente, no Poder Legislativo, onde sempre se entrincheiravam os apetites mais gananciosos de divisão do poder. E tudo isso conduziu a abusos nunca vistos e nunca imaginados, pois, como sempre discursou o senador Álvaro Dias, o “PT conseguiu banalizar a corrupção”. E, por natural, a corrupção se espraiou por todo o território nacional, não sendo difícil encontrar prefeito de pequeno município, nesses rincões do Brasil e mesmo aqui no Paraná, que se transforma em fazendeiro, mesmo que antes de ser prefeito não soubesse diferenciar uma vaca de um cabrito. Aliás, o ex-deputado Padre Roque Zimmermann, que cumpriu dois mandatos na Câmara Federal, disse, de certa feita, “se querem combater a corrupção, acabem com as emendas parlamentares”. E, seguramente, sabia do que estava falando. E, não só não acabaram, como tornaram impositivas essas emendas, de modo que, hoje, o governo federal é obrigado a liberar os recursos das emendas de deputados e senadores. “Se querem combater a corrupção, acabem com as emendas parlamentares”, vale repetir o discurso do ex-deputado Padre Roque, aqui de Ponta Grossa, ali da Vila Francelina.

A Constituição de 1988 estabeleceu os limites percentuais dos orçamentos dos poderes e de instituições a eles ligadas, como os tribunais de contas e os Ministérios Públicos, Estadual e Federal. E foram limites generosos, porque os constituintes queriam se garantir de orçamentos elásticos para seus excessos, como se verificam nos dias atuais, em que cada deputado estadual e federal são mais que uma pequena empresa, tendo eles mais de vinte assessores. E, assim, os senadores, que têm direito, inclusive, a veículo oficial, com motorista e tudo.

Então, vale uma reflexão em cima da natureza do projeto de lei do deputado Plauto Miró Guimarães Filho, que reduziu 0.6% do orçamento da Assembleia Legislativa – de 3,1% para 2,5% -, o equivalente a R$ 135 milhões. Isso nunca aconteceu, é forçoso que se diga. E por que aconteceu? Como reclama um internauta: “Por que só agora?”

Vamos, lá.

O jovem deputado estadual Ratinho Júnior, que já foi deputado federal também, montou um projeto de vida pública. Montado o projeto, passou a se preparar para cada etapa. Visitou boa parte do mundo, viajou por alguns Estados de nossa Federação e percorreu, praticamente, todos os municípios do Paraná. Em cima do projeto de se candidatar ao governo do Estado. Tudo para se preparar. E decidiu que seria candidato sem o apoio de políticos tradicionais, porque queria estar livre para pronunciar o discurso do novo, do diferente, do renovador.

Coisa igual, se deu para a Presidência da República, com o deputado Jair Bolsonaro, que foi a Israel ver como aquele povo, instalado no deserto, tem água potável. Pensando no povo do Nordeste. Num projeto para acabar com a indústria da seca, que é uma mina de voto para os coronéis do lugar.

Ratinho ganhou no Paraná, no primeiro turno, e Bolsonaro se elegeu presidente, no segundo turno. Como Ratinho, sem apoio de nenhum partido de expressão. Vitoriosos, os dois estão a organizar equipes independentes.

E foi nessa virada sensacional, aqui no Paraná e no Brasil, que o deputado Plauto Miró Guimarães Filho se inspirou para apresentar o projeto de redução da alíquota do orçamento da Assembleia. No passado, não havia clima; no presente, mais que um projeto político, é um projeto didático, pois coloca em prática o discurso de Ratinho, no Paraná, e o discurso de Bolsonaro, no Brasil. E Plauto esteve na campanha dos dois.

Reduzido o índice, fica reduzido o limite de gastos. Os R$ 135 milhões não poderão mais ser gastos, pela Assembleia, pois não mais estarão no orçamento. Poder-se-ia reduzir mais? Talvez, como é possível reduzir o orçamento do Tribunal de Justiça e do Tribunal de Contas. Talvez, o do Ministério Público Estadual seja o mais enxuto de todos.

É preciso refletir em cima desse lado positivo dessa grande iniciativa, que tem tudo para fazer escola. E que já está fazendo, como, por sinal, o projeto do vereador Mingo Menezes para reduzir R$ 1,7 milhão o Orçamento da Câmara Municipal.

15 comentários em “A proposta de redução do orçamento da Assembleia, mais que política, é didática

  • novembro 26, 2018 em 10:54
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    Deputado Plauto pensando à frente. Parabéns!

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  • novembro 26, 2018 em 11:07
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    Parabéns, Deputado Plauto e Vereador Mingo! Responsabilidade com os recursos públicos.

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  • novembro 26, 2018 em 11:11
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    Excelente Projeto Parabéns pela iniciativa Deputado Plauto!

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  • novembro 26, 2018 em 11:14
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    Excelente proposta para o nosso Estado, temos que valorizar iniciativas assim como a do Deputado Plauto que mais políticos se inspirem nesse projeto.

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  • novembro 26, 2018 em 11:22
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    Parabéns ao Deputado Plauto e ao Vereador Mingo

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  • novembro 26, 2018 em 11:42
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    É de políticos assim que precisamos. Comprometidos com o dinheiro público.

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  • novembro 26, 2018 em 12:08
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    É desse tipo de atitude que a política precisa, atos sérios e comprometidos com o bem social.

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  • novembro 26, 2018 em 12:38
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    Parabéns Deputado Plauto e Vereador Mingo, ótima iniciativa, políticos assim que precisamos pro Paraná.

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  • novembro 27, 2018 em 08:14
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    Parabens pela iniciativa Deputado Plauto!

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  • novembro 27, 2018 em 08:24
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    Parabéns pela iniciativa deputado Plauto! Estamos caminhando para um Brasil melhor!

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  • novembro 28, 2018 em 08:40
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    Parabéns pela iniciativa Deputado Plauto.

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