fbpx

O que se discute nem é mais a vitória de Bolsonaro, mas, sim, a diferença para Haddad

Analistas políticos estão nestes últimos dias discutindo, nem tanto o resultado da eleição, mas, sim, a diferença dos números das pesquisas publicadas. Além disso, a discussão trata, também, do tamanho da diferença entre a vitória de Jair Bolsonaro para a derrota de Fernando Haddad. Mesmo reconhecendo a derrota, influentes líderes petistas têm manifestado preocupação com o que possa vir a ser essa diferença, eis que a distância dos números a serem revelados pelas urnas amanhã terá peso importante para o governo de Jair Bolsonaro, da mesma forma, como merecerá atenção especial para a reorganização das forças de esquerda, a começar pelo que possa decidir fazer o PT. No auge do Petrolão, houve vozes que defendiam a refundação do partido, em meio a um reconhecimento dos maus feitos. Entretanto, essa ideia não prosperou, porque o ex-presidente Lula, então ainda em liberdade, não concordou com ela. E, assim, o PT caminhou para as eleições deste domingo, fingindo, vez ou outra, reconhecer alguns maus feitos, mas longe de assumir, com todas as letras, a gravidade de qualquer desses maus feitos. Mais, até hoje, o comando do PT e a própria militância, sequer, admitem os crimes cometidos por Lula que acabaram por levá-lo à cadeia. Para esses petistas, dirigentes e militantes, Lula continua sendo proclamado como um preso político, com o que, na prática, o PT deixa de reconhecer a lisura e autoridade do Poder Judiciário, não raro acusado de agir, politicamente.

E merece registro, sim, o fato de o PT, com candidato escalado por Lula, de dentro da cadeia, ter conseguido chegar, e chegar bem, no segundo turno. Essa força eleitoral do PT, mesmo perdendo estas eleições, impressiona. E impressiona porque o PT é a matriz de todos os grandes males do Brasil de hoje, na economia, na desorganização social, no desemprego, na insegurança das pessoas, nos alarmantes índices de criminalidade, na nunca vista antes escalada da corrupção e no assalto ao dinheiro público. Com tudo isso e mais as condenações e prisões de figuras importantes desse partido, a começar por Lula, José Dirceu, Delúbio Soares, José Genoíno, Antonio Palocci, João Vaccari Neto, André Vargas, João Paulo Cunha, as pessoas asseguram prestígio ao PT e ao poste escalado por Lula para ser candidato a presidente da República, em seu lugar. Escala da cadeia e, da cadeia, dá ordem e dita o que fazer na campanha eleitoral. E as pessoas desconsideram a gravidade de tudo isso, como se todo esse conjunto de anormalidade fosse natural, não devesse merecer o protesto e a indignação geral. Não, esse conjunto de maldade, de crime, de sacrifício imposto ao povo, especialmente ao povo mais humilde, não pode ser banalizado.

A derrota eleitoral do PT, neste domingo, é o mínimo que se espera de um conjunto vivo de pessoas de bem, que se imagina constitua a maioria do povo brasileiro. Mas, que seja uma maioria expressiva, esmagadora, grandiosa, capaz de, não apenas ganhar a eleição, mas indicar um novo caminho, um novo rumo, um novo modo de se fazer política neste País. Que os novos deputados estaduais, federais, senadores e governadores pratiquem o discurso da mudança, que os elegeu. Que sejam fiéis intérpretes desse valente e bonito sentimento de indignação das pessoas de bem. Que jamais brinquem ou desconsiderem a grandeza desse desejo latente de um novo Brasil, honrado, digno, decente. O Brasil que nem Rui Barbosa imaginou que poderia ser possível.

Eis, pois, a missão que pertence a Jair Messias Bolsonaro na Presidência da República, como o grande maestro da nova, vistosa e, espera-se, afinada orquestra da moralidade pública.

E que o PT, destruído e rejeitado, possa se convencer de que, definitivamente, o Brasil nunca mais será a sua praia. Porque o Brasil estará ressurgindo como a Pátria dos brasileiros de bem, dos brasileiros honrados, verdadeiros construtores sociais.

É tudo o que se esperta que aconteça, a partir deste domingo.

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *