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Paraná Pesquisas se contrapõe a Ibope e Datafolha: Bolsonaro 60.6% e Haddad 39.4

Segunda-feira, BTG Pactual: Bolsonaro 60 x Haddad 40; terça-feira, Ibope: Bolsonaro 57 x Haddad 43; quinta-feira, Datafolha: Bolsonaro 56 x Haddad 44; sexta-feira, Paraná Pesquisas: Bolsonaro 60.6 x Haddad 39.4.

Pela pesquisa do BTG Pactual, Bolsonaro vence Haddad por uma diferença de 20 pontos; pelos números do Ibope, Bolsonaro ganha de Haddad por 14 pontos; pela pesquisa do Datafolha, Bolsonaro derrota Haddad pela diferença de 12 pontos; e pelo levantamento divulgado hoje do Paraná Pesquisas, a vitória de Bolsonaro sobre Haddad será de 21.2 pontos.

Em relação às pesquisas do Ibope e do Datafolha, que já estão sendo confrontadas pelo BTG Pactual e Paraná Pesquisas, há o dado curioso de Bolsonaro estar em queda, diante de um crescimento de Haddad, que remete para que, neste sábado, Ibope e Datafolha mostrem um empate técnico entre os dois, eis que a queda de Bolsonaro e a ascensão de Haddad levam para tal situação.

Tudo indica que a manipulação dos dois mais tradicionais institutos de pesquisas do País vai ter o seu dia de acerto de contas. Impressiona essa coincidência dos números do Ibope e do Datafolha, eis que nada se verifica no horizonte eleitoral que possa, de alguma forma, explicar o que os dois institutos querem fazer com que a opinião acredite. Essas pesquisas neste final de campanha estão a alimentar o grau de desconfiança das pessoas no proceder dessas duas organizações. Felizmente, a se contrapor a essa evidente manipulação, estão o BTG Pactual e o Paraná Pesquisas, cujos números indicam muito mais o retrato da realidade eleitoral, do que a perigosa inclinação, para menos e para mais, que Ibope e Datafolha tentam afirmar ser a realidade da disputa entre Jair Bolsonaro e Fernando Haddad.

Interessante observar que, entre nos próprios ambientes das duas campanhas, não se constata nenhuma mudança de comportamento, ou seja, na campanha de Bolsonaro se mantém o otimismo da perspectiva da vitória, enquanto na campanha de Haddad há o convencimento da derrota, com a esperança de que a derrota não seja por um número muito elástico, de modo que possa restar alguma força para que o PT e, assim, as esquerdas tenham condições de desfraldar a bandeira da oposição ao futuro governo de Bolsonaro. Ora, ganha força, nesse contexto, que Ibope e Datafolha estão fora da curva, devendo apresentar explicações esdrúxulas na segunda-feira, sobre uma virada de última hora. Não há previsão alguma de virada. A única previsão mais consequente é de que o Bolsonaro tenha um impulso maior, podendo se aproximar, inclusive, da casa dos setenta por cento, o que representará, então, uma derrota acachapante para o candidato do PT. E, assim, para o PT e os seus entornos da esquerda. E, claro, Lula, que perderá de vista a chance de encurtar sua temporada de cadeia, e os políticos, de modo geral, comprometidos com a Lava Jato, pelo apoio e fortalecimento que a operação passará a ter com o novo governo.

No passado, já se falou em CPI das Pesquisas. Entretanto, diante do aparente abuso de agora, é possível que o Congresso Nacional, a partir dos ventos da renovação que andaram batendo por lá, cuide desse tema, da mesma forma, que o assunto possa merecer, inclusive, a atenção do Ministério Público Federal. Ideal, mesmo, que possa interessar a Operação Lava Jato. Em respeito ao direito da informação correta ao cidadão brasileiro. Ou, com uma mentira menos acintosa.

Por fim, não custa aguardar, no domingo, às 17 horas, a divulgação da pesquisa boca-de-urna do Ibope, onde nunca erra, para uma confrontação com os números das pesquisas desta semana, incluindo-se a de amanhã.

Domingo, portanto, será a hora de a onça beber água…

 

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