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Ratinho começa a colocar em prática discurso de política diferente no Paraná

Em sua campanha, o deputado Carlos Massa Ratinho Júnior discursou em cima de uma proposta de renovação política, apresentando-se como o novo na política do Paraná, por não ter padrinho político, por não ter apoio de nenhuma forte liderança política do Estado, por não pertencer a nenhum grupo político, a não ser o seu próprio grupo, que passou a criar, com a orientação predominante da mudança, em  todos os sentidos.

Eleito governador no primeiro turno, eis que acaba de contratar, com dinheiro privado, o que merece ser visto como a primeira atitude em favor da mudança prometida, uma fundação para fazer um estudo da estrutura administrativa do governo do Estado, em cima de cujo estudo irá promover a reforma administrativa anunciada, com a redução do número de secretarias existente hoje. Aliás, coincidência ou não, começa a promover, por aqui, o que o candidato a presidente da República Jair Bolsonaro prometer fazer no plano nacional. Ou seja, a sociedade já pode ir comemorando a chegada de um novo tempo, de um novo ordenamento político, de uma nova classe política, forjada e comprometida com os princípios da Operação Lava Jato, ou seja, político ladrão e corrupto será coisa do passado. Do presente, quando muito, os remanescentes, os que foram reeleitos e que possuem um histórico da velha política, como Renan Calheiros, por exemplo, reeleito senador por Alagoas.

O estudo encomendado pelo governador eleito do Paraná deverá estar pronto em trinta dias. Nesse período, haverá de trabalhar em cima da sondagem de nomes para sua futura equipe, mas sem divulgá-los, eis que precisará, primeiro, ter a definição da nova estrutura administrativa, para saber quem será indicado para o quê. Naturalmente, a equipe que já está sendo montada, tem por base uma visão geral, relativamente, ao número de novas secretarias. Depois, é preciso considerar que há secretarias, que só poderão receber novos órgãos, como a Secretaria da Educação, da Saúde, da Segurança Pública, da Infra-Estrutura, da Agricultura, da Indústria e Comércio.

O dado significativo da contratação, com dinheiro privado, do instituto que vai realizar tal estudo, está, justamente, no fato de que é um dinheiro privado que irá custear as despesas de tal trabalho. Não haveria problema algum se o governador eleito pedisse a governadora Cida Borghetti que um órgão do próprio governo elaborasse tal documento. Porém, coerente com o discurso da mudança, e da política de renovação, fez a opção pelo dinheiro privado, o que lhe confere, inclusive, maior independência no trato do assunto, com a garantia de o referido estudo ser mantido longe da curiosidade do corporativismo, por exemplo, do próprio funcionalismo público.

E é muito bom que esteja sendo assim, eis que o desafio de Ratinho Júnior, no Paraná, e de Jair Bolsonaro, no Brasil, será o de não frustrar a grande e santa expectativa da população,  que nem acreditava mais que pudesse ser possível a chegada de um tempo novo, como esse que está a acontecer, indicando um horizonte que nem mais cabia na imaginação das pessoas de bem. Um horizonte de uma nova classe política, onde não haverá espaço para o ladrão, para o corrupto, para o carreirista, o incompetente, o despreparado. Um novo tempo em que o cidadão honesto poderá se orgulhar de ser honesto. Nem Rui Barbosa, onde quer que se encontre, acreditava mais que o Brasil de seus sonhos pudesse existir um dia.

Ratinho e Bolsonaro têm, pois, essa missão, também, sagrada.

 

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