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Vai ser difícil um candidato de esquerda vencer o candidato dos 80 km de asfalto

O prefeito Marcelo Rangel assinou, esta semana, um contrato de empréstimo da Caixa Econômica Federal de R$ 60 milhões. Desse total, R$ 5 milhões serão destinados para ampliação da estrutura tecnológica da Prefeitura e R$ 55 milhões para pavimentação asfáltica de 80 quilômetros de ruas. E a própria direção da Caixa disse ser o maior contrato firmado com um município no Paraná em investimento nessa área de infraestrutura.

Com esse vistoso investimento estratégico, o candidato a ser apresentado pelo prefeito Marcelo Rangel, à sua sucessão, com o apoio dos deputados estadual Plauto Miró Guimarães Filho e federal Sandro Alex, mais o apoio do governador Ratinho Júnior, já largará na frente de seus concorrentes, que, por ora, deverão ser o deputado federal Aliel Machado e do ainda deputado estadual Márcio Pauliki, que, pelo seu histórico partidário, deverá buscar um quarto partido, deixando as fileiras sindicalistas do Solidariedade.

E é preciso, e forçoso, reconhecer que o prefeito Marcelo Rangel se tornou um habilidoso estrategista político, eis que, em seus dois primeiros anos de mandato, tanto deste, quanto do primeiro, priorizou o dia-a-dia da administração e a elaboração de projetos, de grande impacto, para os dois anos seguintes. Não, por coincidência, alcançando o período eleitoral de sua sucessão. Como o eleitor, diante de boas ações do presente deixa de memorizar alguma queixa do passado, Marcelo vai promover uma verdadeira revolução nos bairros da cidade, com os 80 quilômetros de asfalto, fazendo com que, pelo que foi anunciado, Ponta Grossa passe a ter noventa por cento de seu perímetro urbano asfaltado. É um salto sem precedente. E se existe obra que dá voto e deixa o eleitor feliz é asfalto. O asfalto embeleza a rua da casa, torna o ambiente do local mais arejado e higiênico, promove a auto-estima dos moradores da rua e estende a malha viária da cidade, beneficiando toda a população.

Como os processos licitatórios começam a acontecer ainda neste final de ano e se estenderão ao primeiro semestre do ano que vem, significa que haverá obras de pavimentação asfáltica em todos os bairros da cidade, nestes dois próximos anos. E tudo isso haverá de compor farto e bonito material para a propaganda eleitoral na campanha da sucessão municipal.

Em termos competitivos, muito dificilmente, teremos mais que três candidatos, os dois de esquerda, Aliel Machado e Márcio Pauliki, e o de centro, apoiado, como já dito, por Marcelo Rangel, Plauto Miró Guimarães, Sandro Alex e o governador Ratinho Júnior. E, a partir das circunstâncias atuais, o candidato desse grupo terá todas as condições para vencer no primeiro turno. É claro que muita água tem para correr até lá.

Nas redes sociais, tem gente que contesta o colunista quanto a citar o deputado Márcio Pauliki, como sendo de esquerda. Mas, vamos lá, o PDT, que foi o partido de Pauliki, até há pouco, não é um partido de esquerda? Depois, quem, num partido de sindicalista, como o Solidariedade, faz uma coligação com o PMDB, de Requião, ícone da esquerda de Lula, Fidel Castro e Hugo Chavez, mais o próprio PDT e o PCdoB – Partido Comunista do Brasil – não é de esquerda? Que foi fazer nessa área ideológica, então? E as andanças com Gleisi, agora, Lula Hoffmann, para baixo e para cima não significam companhia de esquerda?

Em política, mais que procurar situação de conveniência, é preciso ter posição, coerência, postura.

E será, nesse contexto, que teremos as eleições municipais de 2020.

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