Se Marcelo e Sandro conseguirem somar Ratinho e Bolsonaro, 2020 está garantido

O prefeito Marcelo Rangel e o seu irmão, deputado federal Sandro Alex, são companheiros de primeira hora do governador eleito Ratinho Júnior. ´

É possível que os três já estejam na campanha presidencial de Jair Bolsonaro. Aliás, já devem ter estado no primeiro turno. Por sinal, o deputado Sandro Alex já tornou público seu apoio ao presidenciável do PSL. E não custa registrar que o deputado estadual Plauto Miró Guimarães Filho também é parceiro de primeira hora do governador eleito e de Jair Bolsonaro. Aliás, dos detentores de mandato, aqui em Ponta Grossa, Plauto foi o primeiro a fazer o anúncio de apoio a Ratinho Júnior e a Bolsonaro.

Trazendo para mais perto o pleito de 2020, a dúvida é se Plauto vai compor o mesmo bloco dos irmãos Marcelo Rangel e Sandro Alex,  no comando do processo da sucessão municipal. Se essa frente se consolidar, a juntada do apoio do governador eleito e do presidenciável do PSL ficará mais fácil, o que, de princípio, tornará o candidato dessa frente, à primeira vista, imbatível. Candidato que, a rigor, não deve ainda ter nome, mas que, seguramente, já deve ter um perfil e estar sendo estudado. E o primeiro passo para a decisão de 2020 é reunir PSD e PSL. O PSD tem, aqui na cidade, o comando do deputado Sandro Alex, enquanto o PSL deve estar na agenda do grupo, como estratégia de soma de forças para 2020 e, consequentemente, 2022, no mínimo, o que remete para as reeleições de Ratinho Júnior e Jair Bolsonaro. Sim, pode parecer exagero, se considerarmos que Bolsonaro ainda precisa confirmar sua vitória no domingo, 28, o que é tido como fato consolidado, por não se prever no horizonte político brasileiro nenhuma hecatombe. Aliás, a hecatombe possível já se deu na campanha, com um criminoso, condenado e preso comandando, da cadeia, a campanha do candidato que escalou, em seu lugar, pelo PT. E que, agora no segundo turno, está se trransformando, trocando a cor vermelha pelo verde e amarelo, prometendo perseguir os ricos, para beneficiar os pobres, levando a candidata a vice, comunista e ateia confessa, para assistir à missa, como cristã fervorosa, e até a “reconhecer” que andaram roubando nos governos petistas. Realmente, Haddad está “fazendo o diabo” para tentar, de alguma forma, reverter a derrota, já decretada, nas urnas do dia 28. Mudança só neste curto tempo.

Olhando deste outubro para a campanha de 2020, temos que dois nomes já se encontram no páreo da disputa, que são o deputado federal reeleito Aliel Machado e o deputado estadual Márcio Paulki, que não conseguiu se eleger para a Câmara Federal.

É verdade que temos dois anos, pela frente. Porém, vale considerar que o deputado Aliel Machado, para as eleições deste ano, mudou só de partido, mas não mudou de posição, o que lhe assegurou uma bonita reeleição. Sem nenhuma manifestação pública, ao menos por ora, em favor da candidatura de Fernando Haddad, Aliel carregará consigo essa rejeição majoritária ao PT e aos partidos de esquerda, seus primeiros e velhos companheiros. Tal realidade poderá, desde logo, ser o grande obstáculo e a lhe dificultar o sucesso numa nova campanha para prefeito.

E, de Márcio Pauliki, agora órfão do ex-senador Osmar Dias e militante do partido do sindicalista e deputado Paulinho da Força, o Solidariedade, precisará de uma recomposição política, com dificuldades previsíveis de reaver eleitores perdidos, pelas companhias de esquerda com as quais andou convivendo.

É o quadro de hoje, olhando-se para 2020.

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