Haddad repete discurso bonito e mentiroso do PT de ajuda ao pobre e de combate ao rico

Em matéria de propaganda enganosa, o PT não tem concorrente. Em seus quatro governos, o PT colocou o Brasil como potência econômica, com níveis invejáveis de qualidade em Educação e, aí, pela Saúde, pela Segurança Pública. Ao ser tirado do poder, tudo o que o PT escondeu, tudo o que mentiu, apareceu. Como a existência de treze milhões de desempregados. Ora, como o PT pode fazer isso, se, justamente, é o partido que defende o trabalhador? Que defesa foi essa, jogando o trabalhador no olho da rua? Ah, de dono da ética, enquanto oposição, se revelou uma grande e vistosa organização criminosa, com figuras ilustres de seus quadros, hoje, na cadeia, a começar pelo chefe de todos eles, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Lula e Dilma sempre pregaram que iriam cobrar imposto do rico para beneficiar o pobre. Ficou só no discurso, que é bonito, que rende voto, porque o pobre gosta quando vê um político atacar o rico. Lula e Dilma fizeram isso na campanha. Entretanto, em seus governos, os mesmos ricos que foram combatidos nas campanhas nunca ganharam tanto dinheiro, como nos governos do PT, como os bancos e as grandes empreiteiras, por exemplo.

Agora, Haddad está repetindo o mesmo discurso, com o acréscimo de que vai receber R$ 80 bilhões de reais desses ricos, que hoje não pagam imposto. Mentira, porque o PT se faz inimigo dos ricos só em campanha, porque em seus governos deixam os ricos ficar mais ricos, porque os ricos fazem-nos ficar ricos também. Eis a grande realidade.

E tem um dado interessante nessa pregação mentirosa, em que o pobre é usado como massa de manobra, não apenas nos palanques de campanha, como nos movimentos sociais, em especial. No governo, o PT ampliou programas sociais, por meio do Bolsa Família, que, a bem da verdade, foi criado no primeiro governo de Fernando Henrique Cardoso, com os nomes de “vale leite”, “vale gás”, “vale  escola”. Uma vez no poder, o PT, hábil na manipulação das massas, reuniu todos os “vales” e deu o nome de Bolsa Família. Pronto, foi o suficiente para a nova marca fazer sucesso, até hoje, no PT, como se vê no Norte e Nordeste do Brasil.

Mas, voltando aos programas sociais, os governos do PT distribuíram, sim, sem controle, dinheiro para o Bolsa Família, sem nenhuma consequência, como a de estabelecer um prazo limite, de modo que o assistido de hoje pudesse, mais à frente, ganhar a própria sobrevivência, com a dignidade de um trabalho. Como nada disso foi feito, o dinheiro, farto, continua sendo dado até hoje. Curioso, é que o PT não tratou de criar uma fonte nova de arrecadação para ajudar a sustentar o financiamento de programas sociais. É como se o dinheiro não tivesse fim, como pensaram que o dinheiro da Petrobrás também não teria fim, o que os autorizava a promover a roubalheira que promoveram, levando a maior empresa do Brasil a sua maior crise , desde os tempos de Getúlio Vargas, quando foi criada.

Logo, o candidato Fernando Haddad, que trocou o vermelho da campanha pelo verde e amarelo, mas só na campanha, resolveu, neste segundo turno, “fazer o diabo”, como dizia a “companheira” Dilma Rousseff. Haddad foi até à missa da padroeira do Brasil, na sexta-feira, e levou a sua vice, Manuela D’Ávila, que já confessou não ser cristã. Mais, Haddad resolveu, agora, reconhecer que roubaram nos governos do PT e que dirigentes que praticaram erros devem ir para a cadeia. Só esqueceu de nominar esses dirigentes, a partir de Lula, cuja máscara, por sinal, sumiu, agora, no segundo turno.

Significa que, nessas duas semanas, a campanha do PT vai radicalizar, porque alguém deve ter dito a Haddad que, acusando os ricos e defendendo os pobres, ele tem chance de ganhar a eleição. E, pelo visto, o convertido nacionalista acreditou.

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