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Sucessão do prefeito Marcelo Rangel vai passar pelo furacão Bolsonaro

O deputado Jair Bolsonaro, definitivamente, está transformado num fenômeno político, sem precedente. Parlamentar sem brilho, integrante do chamado baixo clero, de repente, nas eleições de 2014, foi guindado à condição de deputado federal mais votado de seu Estado, o Rio de Janeiro, batendo na casa dos 500 mil votos, o que fez com que ele se despertasse para um grande desafio à sua frente, a disputa pela Presidência da República. Sem brilho no Parlamento, se valeu do brilho nas urnas. Levado pela enxurrada de votos, de pronto, foi caindo no agrado popular, já fora de seu Estado. Venceu dificuldades para encontrar um partido que agasalhasse seu projeto de disputar o Palácio do Planalto, tendo, em seguida, enfrentado outro tipo de dificuldade, na definição de seu companheiro de chapa, por nova resistência partidária, acabando por ter de satisfazer com o que se mostrou possível, quando desejava uma companhia de preferência. Em campanha, sofreu um atentado à faca, em plena campanha de rua, perpetrado por um maluco assassino, que se prestou a um serviço de encomenda, que as autoridades parecem não ter pressa em esclarecer.

Praticamente há quarenta dias sem fazer campanha, ganhou no primeiro turno, com uma diferença de 18 milhões de votos de seu mais próximo competidor, e está no segundo turno em ritmo de impor uma derrota acima dos números do primeiro turno ao seu competidor, de agora.

Afora os partidos de esquerda, três ou quatro, que anunciaram apoio à candidatura de Fernando Haddad do PT, a grande maioria dos demais partidos se confessou pela neutralidade nesse embate de segundo turno, numa extraordinária omissão e num interessante posicionamento de indiferença a um processo eleitoral em que ganha força a figura de uma guerra do Bem contra o Mal.

A despeito de tudo isso, Jair Bolsonaro continua tendo ligação direta com o eleitor, num processo que o levará à vitória no domingo, 28, com o que terá produzido uma notável desarticulação desses partidos, que terão pela frente uma crise de identidade, nunca vista antes. De maneira muito especial, partidos tradicionais, como MDB, PSDB, DEM, PP, PPS e, por aí, afora. Com previsão de um esvaziamento, pela constatação, na bula de seus respectivos receituários, de uma data de vencimento.

E é, exatamente, nesse ponto, que vai entrar a disputa das eleições municipais, daqui a dois anos. Na esteira do fenômeno Jair Bolsonaro, esses partidos podem se considerar sem força para enfrentar, com chances de vitória, o processo das sucessões municipais. Começando aqui, por Ponta Grossa, é possível, desde logo, se imaginar um princípio de filiação de pessoas que até este momento nunca tiveram uma participação efetiva em campanhas eleitorais, mas não nesses partidos tradicionais, porque todos viciados e, dadas as circunstâncias, mal vistos aos olhos do eleitorado. O PSL, do já previsível presidente da República, tem tudo para ser o partido mais procurado, o que exigirá do comando local um cuidadoso critério de avaliação, com vistas ao encaminhamento de uma candidatura à sucessão do prefeito Marcelo Rangel. Que poderá, inclusive, ter o próprio prefeito em suas fileiras, considerando não ter ele conseguido êxito na travessia que fez de seu antigo partido, o PPS, para o hoje comprometido e desgastado PSDB, especialmente em termos de Paraná.

Pela força do governador eleito Ratinho Júnior e também pelo prestígio do deputado federal Sandro Alex, o PSD é outro partido a se tornar importante, aqui na cidade e no Estado.

Falar das possíveis candidaturas do deputado federal Aliel Machado e do ainda deputado estadual Márcio Pauliki é muito prematuro. Aliel esteve na campanha da governadora Cida Borghetti, do PP, e do presidenciável Fernando Haddad, do PT, enquanto Pauliki apoiou o deputado João Arruda, do MDB, e Geraldo Alckmin, do PSDB, eis que seu partido, partido de sindicalista, o Solidariedade, estava na coligação do candidato do PSDB.

É preciso se preparar, pois vem coisa nova, por aí.

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