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O Paraná se livrou de Requião, de Beto e de Álvaro. É uma divisão na História

Independentemente do que venha a acontecer na votação do segundo turno, no domingo, 28 de outubro, a eleição de domingo, dia 7, já promoveu uma histórica renovação na política do Paraná. As pessoas, de repente, parecem estar festejando muito mais a derrota do senador Roberto Requião do que a vitória do deputado Ratinho Júnior para o governo do Estado e, assim também, a vitória dos dois ilustres professores Flávio Arns e Oriovisto Guimarães para as duas vagas do Senado da República.

As pesquisas, ou erraram muito, ou se fizeram de muito erradas, porque seus números, especialmente os dados a Requião, indicavam que alguma coisa não estava dando certo no processo eleitoral. Sim, se havia uma tendência clara de que o eleitor paranaense queria se livrar da esquerda, do PT, de Lula e seus assemelhados, sinalizando que daria uma vitória a Ratinho Júnior para o Palácio Iguaçu e a Jair Bolsonaro para o Palácio do Planalto, como explicar que Requião, amigo e admirador de Lula, de Fidel Castro, de Hugo Chavez, pudesse estar liderando todas as pesquisas eleitorais. Não fazia sentido, como, de fato, não fez, porque os números das pesquisas, intencionalmente ou não, eram falsos, não eram verdadeiros.

Se a desforra com Requião, pela sua arrogância, prepotência e exibicionismo de esquerda foi uma decisão, em forma de corrente, do eleitor paranaense, o descarte do ex-governador Beto Richa foi gratuito, produzido por ele próprio, ao ter se portado mal no comando do Palácio Iguaçu, por sete anos e três meses. De nada valeram as obras que diz ter feito em todos os 399 municípios do Paraná, da mesma forma, de que nada valeu, também, o importante ajuste fiscal que realizou, de modo a tornar o Paraná um caso quase raro no desarranjo das finanças da maioria dos Estados brasileiros, a partir do momento em que as investigações de corrupção se tornaram públicas. E a resposta do povo foi a humilhante votação de 370 mil votos, perdendo até mesmo para a candidata do PT.

E, nesse conjunto reformista e renovador, acaba por se inserir também o senador Álvaro Dias, não tanto pela campanha amadora que realizou para a Presidência da República, quanto pela sua postura de agora ao anunciar que não vai apoiar ninguém neste segundo turno. Ao se posicionar dessa maneira, esqueceu ele de estar voltando às costas ao povo paranaense, que deu a vitória a Jair Bolsonaro, aqui, no primeiro turno e que haverá de dar, em tom maior, no segundo turno. Álvaro, que deve toda a sua longa carreira política a maioria do eleitorado do Paraná, não poderia jamais, neste momento em que há um confronto de forças tão distintas, uma que expressa o sentimento da maioria do povo brasileiro e outra que é rejeitada por essa mesma maioria, dizer que não dará seu apoio a nenhum dos dois candidatos. É possível que essa decisão possa significar o anúncio do encerramento de sua carreira política, eis que há uma incrível incoerência, em tal decisão, porquanto teria o dever de ajudar a derrotar quem tanto tem combatido, PT, Lula, Dilma e assemelhados.

E, aí, com as mudanças havidas na Assembleia Legislativa e na composição da representação paranaense na Câmara dos Deputados e a revolução de valores e cidadania nas vagas para o Senado, ganha amplitude o alvorecer de um novo capítulo na História Política do Paraná, sob a liderança do governador eleito Ratinho Júnior, que tem tudo para se projetar como uma liderança emergente para o cenário nacional. Basta que seja fiel à sua formação e ao seu discurso a gente paranaense. Basta que seja diferente de Requião, de Beto e de Álvaro.

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