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Paraná rejeita Requião, consagra Ratinho e renova o Senado com Oriovisto e Flávio

O eleitor paranaense fez uma eleição irreparável. Para o governo do Estado, desde a largada da campanha, já sinalizava que iria eleger o candidato Ratinho Júnior, não abrindo espaço para a reeleição da governadora Cida Borghetti, muleta do marido, o deputado federal reeleito Ricardo Barros, nem para a muleta inventada pelo senador Roberto Requião, agora derrotado, o sobrinho deputado federal João Arruda. Ratinho foi consagrado nas urnas no primeiro turno, com 59% dos votos, contra 16% da governadora Cida Borghetti e 13% do deputado João Arruda.

A eleição consagradora de Ratinho Júnior, em meio à derrota imposta ao senador Roberto Requião e ao ex-governador Beto Richa, é uma clara sinalização de novos tempos para a Política do Paraná. Ratinho, no plano estadual, soube vestir o figurino do sonho do eleitor da Terra das Araucárias de romper com as velhas lideranças, de combater a corrupção e de sonhar com um futuro mais realizador, como se deu no plano nacional, em relação ao candidato Jair Bolsonaro, ainda que Bolsonaro precise enfrentar, de novo, no segundo turno o candidato petista, Fernando Haddad. É uma espécie de segundo capítulo da luta do Bem contra o Mal.

Ratinho se apresentou ao eleitorado, discursando em favor da renovação e se distanciando, por vontade própria, de todas as lideranças políticas tradicionais do Estado. Queria vencer e queria vencê-los, derrotá-los com a força do voto popular. Exatamente, como aconteceu. Tem tudo, agora, para montar uma equipe própria de governo e avançar pela modernidade que escreveu em seu plano de governo, começando pelo fim das mordomias palacianas. Sim, tem tudo para resgatar o seu compromisso de renovação, de modernidade, de avanço. Até porque, seguramente, é um nome insinuante para a continuidade da renovação desfraldada pelo candidato Jair Bolsonaro, para o Brasil.

Em relação ao Senado da República, o eleitor paranaense preferiu organizar sua própria chapa para fazer o melhor uso possível dos seus dois votos. E, aí, mirou em dois candidatos, de princípio, sem quaisquer chances, diante do favoritismo aparente do senador Roberto Requião e do ex-governador Beto Richa. O primeiro a ser abatido, em pleno vôo, foi Beto Richa, com a acusação e prisão por prática de corrupção em seu governo. A exclusão de Beto da corrida para o Senado, abriu espaço para as candidaturas de dois ilustres professores, Flávio Arns e Oriovisto Guimarães. Como o eleitor queria eleger esses dois grandes valores da ética e da moral, resolveu que deveria se livrar também do egocentrismo, do autoritarismo e do nepotismo de Requião. E, de maneira consensual, deu esse espetáculo de democracia, oferecendo sua contribuição aos novos tempos do Brasil, mandando para o Senado da República duas grandes, ilustres e notáveis figuras do Bem, Oriovisto Guimarães, com três milhões de votos, e Flávio Arns, com dois milhões e trezentos mil votos. Requião, derrotado, não passou da casa de um milhão e meio de votos e Beto, humilhantemente derrotado, com 370 mil, votação para eleger deputado federal, nunca senador.

E o paranaense, ainda, conferiu 3,5 milhões de votos para Jair Bolsonaro, contra 1,2 milhão para Fernando Haddad, na disputa presidencial. E, mais do que nunca, essa votação de Bolsonaro deve aumentar, agora no segundo turno, eis que a coordenação da campanha estará a cargo do governador eleito Ratinho Júnior e, seguramente, dos senadores eleitos Oriovisto Guimarães e Flávio Arns, Mesmo pertencendo a Redede Sustentabilidade, de Marina Silva, Flávio Arns não deve apoiar, nunca o candidato do PT, porque já esteve nesse partido, quando senador da primeira vez, e de lá se retirou, em nome da ética na vida pública. Se a Rede, eventualmente, decidir apoiar o candidato do PT, Flávio Arns deve seguir a vontade do povo do Paraná, que quer, nessa revolução pelo voto, restabelecer a ética na política brasileira. O que é incompatível em se tratando do PT, tido e havido muito mais como uma organização criminosa do que, propriamente, um partido político.

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