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Faltou força na onda, e Bolsonaro vai enfrentar Haddad no segundo turno

Como a onda da reta de chegada da campanha eleitoral não teve a força esperada, o candidato Jair Bolsonaro vai enfrentar no último domingo do mês, dia 28, o candidato Fernando Haddad. Numa eleição com algumas grandes surpresas, a decisão final para o Palácio do Planalto ficou, mesmo, para ser decidida num segundo turno, que se prevê, desde logo, bastante acirrado, eis que, agora, o confronto será direto, entre a candidatura de direita de Bolsonaro e a candidatura de esquerda de Haddad.

Nesse primeiro embate, Bolsonaro colocou dezoito milhões de votos a mais em cima de Haddad, o que representa uma boa marca para a arrancada do segundo turno. A expectativa é de um confronto bem acirrado, em que ganhará força a figura da luta do Bem contra o Mal, agora, porém, com tempos iguais no rádio e na televisão. Se considerarmos que Bolsonaro, praticamente, não teve tempo no rádio e na televisão no primeiro turno, com o agravante da tentativa de morte que sofreu, agora, com tempos iguais, a disputa haverá de ser intensa e bem mais apaixonada.

É bom considerar que o PT, do candidato Haddad, sofreu algumas baixas importantes na campanha eleitoral, como a derrota, em dose dupla, em Minas Gerais, com a ex-presidente Dilma Rousseff não se elegendo para o Senado e o governador Fernando Pimentel ficando em terceiro lugar, o que o remete para fora do segundo turno. Além disso, o PT ficou menor no Paraná, com a derrota do senador Roberto Requião, ainda que Requião pertença ao MDB, mas sempre foi um aliado de primeira hora do PT. No Rio de Janeiro, o senador Lindberg Farias também não conseguiu renovar seu mandato, o mesmo acontecendo com a senadora Vanessa Graziottin, do Amazonas. Em São Paulo, o vereador Eduardo Suplicy, que sempre liderou todas as pesquisas, acabou em terceiro lugar na corrida para uma cadeira no Senado da República. De princípio, são fatos que conspiram contra a campanha do candidato do PT, eis que tais baixas se deram em colégios eleitorais importantes, como São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Paraná.

Afora os dois primeiros colocados, que estão no segundo turno, o único candidato competitivo foi Ciro Gomes, do PDT, que se aproximou, de alguma forma, da disputa efetiva. Relativamente aos demais, houve um verdadeiro desmonte, em que a candidata Marina Silva, por exemplo, terminou sua campanha com um por cento dos votos válidos, situação parecida com o candidato Henrique Meirelles e, assim também, com Álvaro Dias.

Ciro, por pertencer ao PDT, deve apoiar Fernando Haddad, enquanto os candidatos de centro tendem a oferecer apoio a Jair Bolsonaro. E, aí, surge, desde logo, um complicador, chamado Geraldo Alckminn, por ter sido um crítico ácido de Bolsonaro, especialmente na televisão. Porém, Bolsonaro, pela característica de sua candidatura, parece não ter disposição para conversar com nenhum dos ex-candidatos e, de modo particular, com o próprio Alckmin. A estratégia de Bolsonaro estaria em atrair os eleitores dos candidatos do centro, sem necessidade de conversar, propriamente, com eles. É que Bolsonaro, por exenplo, não aceitaria se reuir com o ex-deputado Valdemar Costa Neto, que é o líder do PR e que foi preso no mensalão,  mas que integrou as forças de apoio a Alckmin no primeiro turno. Outra parada indigesta para os padrões de Bolsonaro, seria uma conversa com o deputado Paulinho da Força, do Solidariedade.

Enfim, há uma nova campanha na rua. E os institutos de pesquisas podem, desde logo, voltar a inventar seus números, como visto no primeiro turno. Acertar, mesmo, só em boca de urna no dia da eleição. Como se viu ontem

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