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Debate empareda Haddad, e candidatos criticam ausência de Bolsonaro, que deu entrevista a Record

O último debate desta campanha eleitoral, realizado pela Rede Globo de Televisão, começou às 22.05 de ontem e terminou aos 45 minutos desta sexta-feira. Não fugiu muito dos demais debates, muito embora, pelo fato de ser o último e a eleição acontecer já neste domingo, fez com que quatro deles, pelo menos, Ciro Gomes, Geraldo Alckmin, Henrique Meirelles e Marina Silva, batessem tanto em Haddad, quanto na ausência de Bolsonaro, com apelos diretos aos eleitores para quebrarem a polarização entre o candidato do PSL e o candidato do PT, de modo a levar um deles para o segundo turno. Alckmin e Meirelles se imaginanando ocupar o lugar de Bolsonaro no segundo turno para enfrentar Fernando Haddad, enquanto Ciro e Marina alimentando a esperança de um deles ir para o lugar de Haddad para enfrentar o deputado Jair Bolsonaro.

Como nada disso deve acontecer, porque o mais provável é que Bolsonaro vença no primeiro turno, importa registrar que o candidato Fernando Haddad foi o derrotado no debate de ontem, pelo ataque cerrado que sofreu de parte dos candidatos Álvaro Dias, Geraldo Alckmin e Marina Silva.

Aliás, o candidato Álvaro, já na sua primeira indagação, elegeu Haddad como alvo de seu ataque certeiro, para dizer que, ao final do debate, entregar-lhe-ia em mãos a pergunta, por escrito, que levou ao encontro, dirigida ao “candidato de fato”, de modo que Haddad pudesse levar ao prisioneiro e ex-presidente Lula, na sua visita a ele, na cadeia, das segundas-feiras.

Álvaro foi contundente nas críticas aos governos do PT sobre a corrupção, o que levou Fernando Haddad a se descontrolar e pedir mais respeito ao senador paranaense. E o seu combate à corrupção levou-o, inclusive, a dizer a Henrique Meirelles que ele é cúmplice dos escândalos havidos nos governos do PT, por ter servido a tais governos, o que fez com que Meirelles pedisse, e ganhasse, um direito de resposta.

A candidata Marina Silva, de forma surpreendente, também partiu para cima de Fernando Haddad, intimando-o a fazer um reconhecimento público dos erros do PT, especialmente, as denúncias de corrupção. O candidato do PT, naturalmente, não respondeu, buscando evasivas de sua formação profissional, como professor universitário, sem mancha em seu currículo.

Dadas as circunstâncias desta campanha eleitoral, nada recomenda a se acreditar que o debate de ontem, que avançou pelo início da madrugada de hoje, possa promover alguma alteração nas posições, já consolidadas, dos dois primeiros colocados em todas as pesquisas eleitorais, até mesmo pela larga diferença, por exemplo, do segundo para o terceiro colocado, Haddad com 22% e Ciro com 11%, enquanto Bolsonaro ponteia a pesquisa com 35%, uma diferença de 13 pontos para Haddad, segundo colocado.

Tendo como consolidadas as posições de Bolsonaro e Haddad, da mesma forma, como há uma consolidação da maioria dos eleitores de ambos, na casa de 80 por cento, a conclusão, relativamente ao debate, é de que o candidato Fernando Haddad não levou vantagem alguma, pelo enorme contencioso do PT, Lula e Dilma, podendo ficar engessado na casa dos vinte por cento, enquanto Bolsonaro, até por não ter comparecido, mereça ser visto como grande ganhador, e, aí, ter um salto nas pesquisas, nestes dois dias que nos separam da eleição, com números suficientes para, no domingo, se garantir da vitória no primeiro turno.

Afinal, se criticar Bolsonaro desse lucro, Geraldo Alckmin já estaria brigando lá em cima. Mas, como se viu, caminha para um encerramento melancólico de sua carreira política, amargando um dígito em todas as pesquisas. Mais, consulta do Paraná Pesquisas, no Estado de São Paulo, para saber o voto dos paulistas para presidente da República, mostrou Jair Bolsonaro com 32%, Geraldo Alckmin com 16% e Fernando Haddad com 15%. Se perde na própria casa, não pode se queixar do resto.

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