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Ratinho está vencendo no primeiro turno, e elegendo Oriovisto para o Senado

Enquanto a governadora Cida Borghetti e o deputado João Arruda estão implorando apoio para que a decisão da escolha do novo inquilino do Palácio Iguaçu se dê num segundo turno, o deputado Ratinho Júnior, de modo sereno e tranquilo, assiste a chegada de mais apoios à sua candidatura, reforçando a possibilidade de uma vitória no primeiro turno. E tudo por conta de seu prestígio pessoal, de sua campanha propositiva, de seu planejamento para um governo afirmativo e de visão alargada para o Paraná. As pesquisas têm demonstrado que a definição da eleição para governador no primeiro turno está a um passo, principalmente, pela distância que separa Ratinho, na casa dos quarenta por cento – 44% -, da segunda colocada, a governador Cida Borghetti, que não chegou ainda na casa dos vinte por cento – 17% – e do terceiro colocado, o deputado João Arruda, que acaba de bater na casa dos 10%.

Com números tão distintos, a tendência é de que eleitores indecisos acabem por se decidir pelo candidato que “vai ganhar”. E o candidato que vai ganhar, no caso, se afigura como sendo Ratinho Júnior. Também não deve se descartar um desembarque de eleitores dos dois outros candidatos, diante do fato de os dois terem perdido de vista o primeiro colocado, mudando seus votos para o candidato ganhador.

É bom considerar, também, que não há previsão de nenhum fato novo, capaz de provocar uma brusca alteração no quadro eleitoral estabelecido. Isso remete para a constatação de que o único candidato que apresenta condições de crescimento é o próprio líder das pesquisas, pela perspectiva da vitória em primeiro turno. E, à essa altura dos acontecimentos, a previsão é de que prefeitos, que não estejam na campanha de Ratinho, já estejam afivelando as malas para se apresentarem a ele e, com eles, os votos que comandam em seus respectivos municípios. Como se sabe, prefeito não gosta de perder eleição para governador. Muitos prefeitos se apresentaram para apoiar a candidatura à reeleição da governadora Cida Borghetti, pelo natural fato de que, estando ela no comando do Palácio Iguaçu, é ela quem tem a caneta para a liberação de verbas. Porém, neste momento, o prefeito já está com os olhos postos em janeiro e nas eleições municipais de 2020. E, para tanto, vai precisar da caneta cheia do novo chefe do Palácio Iguaçu, que, pelas evidências, não será mais Cida Borghetti. É assim que o mundo gira na política.

Mas, há no horizonte a possibilidade de um fato novo, mas não para o governo do Estado, e, sim, para o Senado da República. Já analisamos essa situação, mas agora os números parecem mais insinuantes. De um lado, o candidato Ratinho Júnior está, a olhos vistos, alavancando a candidatura do professor Oriovisto Guimarães, que está embolado na segundo colocação, ao lado do ex-governador Beto Richa e do ex-senador Flávio Arns.  Se Oriovisto está crescendo com o apoio de Ratinho, Flávio Arns está repetindo sua caminhada der 2002, quando, andando sozinho pelo Paraná, venceu a eleição. Se Beto estaria se inviabilizando, por conta do que fez, ou deixou de fazer, no caso das denúncias reveladas, o senador Roberto Requião não estaria mais na zona de conforto absoluto, como chegou a estar, para a renovação de seu mandato.

O crescimento das candidaturas dos dois professores, Flávio Arns e Oriovisto Guimarães, deve retirar, desde logo, o ex-governador Beto Richa do páreo, já sinalizando para que Roberto Requião também abra espaço porque os dois querem passar. Essa é a novidade possível, nesta atropelada final da campanha. Se a sociedade quer derrotar a esquerda, elegendo Bolsonaro para presidente e Ratinho para governador, não faz sentido reeleger Requião para o Senado, por ser ele um conhecido radical da esquerda mais ultrapassada, que revelou Fidel Castro e Hugo Chavez e que mantém Nicolás Maduro e Evo Morales, em nossas vizinhanças.

Se assim acontecer, a festa será completa no Paraná.

 

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