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Enquanto Bolsonaro sobe para vencer, Haddad sobe na rejeição ao que representa

Vamos ser complacentes com os grandes institutos de pesquisa eleitoral do Brasil, e concordar que, somente agora, é que o candidato Jair Bolsonaro está se distanciando do segundo colocado, o ex-ministro Fernando Haddad. E faz-de-conta, também, que Bolsonaro, na semana passada, estava congelado na casa dos 28%, enquanto Haddad já se aproximava de um empate, dentro da margem de erro. O final de semana vira e surge a reta de chegada do dia da eleição, e eis que os institutos saem às ruas com números diferentes, atribuindo um crescimento a Bolsonaro a caminho da vitória no domingo, ao mesmo tempo em que mostram Haddad subindo na rejeição, com um congelamento na casa dos 21%, atrás do líder da  campanha, em 11%, o que, convenhamos, é uma significativa diferença para um prazo de cinco dias para o pleito. É que mantida a caminhada da campanha eleitoral, Bolsonaro pode bater, até domingo, na casa dos 40% e Haddad não sair da casa dos 20%, com risco, até mesmo, de experimentar uma queda irreversível.

Esse quadro, que as pesquisas mostram agora, é o quadro real da indignação da sociedade brasileira, em relação a organização criminosa que governou o Brasil, por mais de doze anos, que saqueou os cofres públicos, que assaltou, que roubou, que promoveu e patrocinou o maior escândalo de corrupção da História do Brasil. A queda de Haddad é o retrato fiel da explosão do protesto das pessoas de bem deste País. Haddad, que se prestou a perder a própria identidade para colocar uma máscara do ex-presidente Lula e ser seu cordeiro, como candidato em seu nome, vai ficar marcado, pelo tamanho da derrota. Aliás, derrota que pode ser definitiva, pela possibilidade de não haver segundo turno. Com isso, Haddad estará colecionando derrota em primeiro turno, eis que, há dois anos, perdeu para João Dória a eleição de prefeito em São Paulo, quando disputou a sua reeleição. E, se perder, de novo, no primeiro turno, levará para casa uma biografia pesada, sem orgulho, sem esplendor.

De outro lado, o crescimento do deputado Jair Bolsonaro é a expressão maior desse sentimento de revolta e de protesto, que somente ele soube encarnar desde a véspera da campanha eleitoral, porquanto, o povo, as pessoas de bem, a sociedade queria um candidato que não fosse de esquerda e que não fosse ladrão. De repente, surge a figura de Jair Bolsonaro, campeão de votos para a Câmara Federal, no Rio de Janeiro, nas eleições de 2014. Pronto, “é com esse que nós vamos”, bradaram brasileiros do sul ao norte, do leste ao oeste. Mais, proclamaram-no como “mito”, para afirmar que o voto era definitivo.

Faz um mês que Bolsonaro está em processo de recuperação de um atentado que sofreu, em Juiz de Fora. Ficou vinte e cinco dias num hospital e faz, agora, cinco dias que está em casa, repousando por orientação médica. E é possível que, até domingo, continue em casa, cuidando de sua plena recuperação.

Se assim for, não comparecerá ao debate da Globo, de amanhã, sem que isso não lhe traga qualquer prejuízo. É que a campanha de Bolsonaro, já de algum tempo, não lhe pertence. A campanha de Bolsonaro é de seus seguidos, de seus eleitores, de seus apoiadores, de todos que o consagraram como “mito“. Isso nunca aconteceu em campanha eleitoral no Brasil.

O brasileiro, finalmente, quer fazer seu acerto de contas com o pessoal da tal organização criminosa. Quer fazer o seu acerto, com o líder dessa organização criminosa, investigado, processado, condenado e preso.

E o acerto de contas estará na derrota a ser imposta ao povo dessa organização criminosa, em meio a vitória a um ícone que encarnou o sentimento de indignação das pessoas de bem deste País, Jair Bolsonaro.

E Geraldo Alckmin vai amargar um procedimento ridículo, pequeno e rasteiro, no apagar das luzes de sua carreira política. Um fim melancólico.

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