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Nesta reta de chegada, tendência é pelo fortalecimento da polarização

Ainda que os demais candidatos estejam fazendo os maiores esforços para, de alguma forma, chegar ao segundo turno, a tendência, nesta reta de chegada, é de um esvaziamento em tais candidaturas, com migração para as candidaturas que estão polarizando o certame, de Jair Bolsonaro, do PSL, e de Fernando Haddad, do PT e de Lula. Mais do que nunca, a eleição deste ano está a confirmar que eleição é um processo passional, distante do desejável racional. Eleição é paixão. Estão aí os dois extremos, Bolsonaro, da direita, e Haddad, da esquerda. Em situação normal, a disputa entre direita e esquerda é coisa comum, em qualquer processo eleitoral em regimes democráticos. Entretanto, no caso específico desta eleição presidencial, chama a atenção o fato de o candidato do PT, feito à imagem e semelhança de Lula, estar a exibir forte prestígio eleitoral, por conta da transferência do prestígio do ex-presidente Lula, que continua preso, pela condenação de corrupção e lavagem de dinheiro, afora a evidência política de ser o chefe de uma organização criminosa, que é o PT.

E o acirramento dessa disputa está a preocupar setores mais consequentes da Nação, especialmente, porque o risco de uma vitória de Haddad remete para uma insegurança institucional. Primeiro, se feito presidente, não será Haddad quem irá governar, mas, sim, Lula, mesmo continuando na cadeia. Não tendo voz de comando no PT, Haddad ficará prisioneiro das correntes ideológicas do partido, na pressão sobre o governo. Mais, Haddad está a prometer uma nova Constituição, entre uma constituinte pura e uma constituinte congressual, o que indica uma séria ameaça a estabilidade de nossas instituições democráticas, pelo evidente projeto petista de reduzir o poder do Supremo Tribunal Federal, como aconteceu na Venezuela, com clara ameaça a desarticulação da Operação Lava Jato, que Lula já dizia se preocupar, lá atrás, no começo do segundo governo de Dilma, quando falava que “minha preocupação é com a República de Curitiba”, referindo-se ao fato de a Lava Jato estar sediada em Curitiba.

Não bastasse tudo isso, eis que temos o ex-ministro José Dirceu, o grande ideólogo do PT, a se movimentar nesse quadro político, como um cidadão comum, com direito a anunciar a tomada do poder, em entrevista a um jornal espanhol, evidenciando a diferença entre “tomar o poder” e “ganhar eleição”. Como está protegido por uma determinação do presidente do STF, ministro Dias Toffoli, de aguardar, em liberdade, o julgamento de ações pelos tribunais de Brasília, a sociedade se vê obrigada a assistir a um absurdo de tal natureza, com ares de normalidade. Entretanto, bastou o general Mourão falar em constituinte, fora do Congresso Nacional, para que a repercussão e a condenação se dessem, de pronto.

Então, a eleição não está sendo disputada, apenas, entre um candidato de direita, Bolsonaro, e um candidato de esquerda, Haddad. A eleição está centrada numa disputa entre um candidato de direita, que não tem processo, nem é ladrão, contra um candidato, que representa uma verdadeira e escandalosa organização criminosa, que, voltando ao poder, é uma séria ameaça aos direitos do cidadão brasileiro, pelos sinais claros de ser repetido, aqui, o projeto de poder de Hugo Chavez, na vizinha Venezuela, hoje sob o comando do ditador Nicolás Maduro.

Esse é o verdadeiro confronto. E vale registrar aqui, uma frase de um eleitor de Bolsonaro, nas redes sociais: “Bolsonaro não vai nos dar o céu; vai nos livrar do inferno”. Parece fazer sentido.

 

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