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Ratinho caminha para definir eleição de governador do Paraná no primeiro turno

A eleição para o Palácio Iguaçu, aqui no Paraná, continua dentro da normalidade, vista desde o início da campanha eleitoral. Ou seja, a liderança do deputado Ratinho Júnior, do PSD, seguido da governadora Cida Borghetti, do PP, e o terceiro lugar ocupado pelo deputado João Arruda, do MDB. E os números das pesquisas conhecidos estão a indicar, mais fortemente agora, neste início da reta de chegada, que a eleição será decidida, mesmo, no primeiro turno, com a vitória de Ratinho Júnior, que está, pela pesquisa do Ibope, de ontem, com 44%, contra 17% de Cida Borghetti e 10% de João Arruda. Como Arruda subiu de 7 para 10 e Cida não tem conseguido subir muito além dos 15%, das pesquisas anteriores, corre o risco de perder o segundo lugar para o deputado João Arruda, amargando, então, a terceira e humilhante colocação.

Independentemente, dessa disputa pelo segundo lugar, nada indica que a candidatura de Ratinho Júnior possa estacionar na casa dos quarenta por cento. Na verdade, esse crescimento da candidatura de Ratinho remete para que possa, nesta reta de chegada, bater, sem muito esforço, na casa dos cinquenta por cento, decretando, então, a eleição para o governo do Paraná no primeiro turno.

E essa possibilidade é explicável, pelo fato já sabido, mas que não custa fazer a repetição, de ser Ratinho Júnior o único dos três principais concorrentes ao Palácio Iguaçu a ter se preparado para a campanha eleitoral deste ano, estudado, viajado, percorrido o Paraná, discutido os problemas do Estado com as lideranças regionais e, com isso tudo nas mãos, elaborado um plano de governo mais consistente e de maior apelo eleitoral.

As outras duas candidaturas, como temos dito aqui, pertencem muito mais aos respectivos padrinhos do que, propriamente, aos dois candidatos, em si. A governadora Cida Borghetti só está disputando sua reeleição por conta da decisão do marido, o deputado federal Ricardo Barros, em fazê-la candidata, pelo projeto de poder demarcar território no Estado. Com isso, fez da esposa-candidata uma espécie de muleta sua, na campanha pela reeleição à Câmara Federal.

Coisa parecida se repete com a candidatura do deputado João Arruda, que virou muleta do tio Roberto Requião, que disputa sua reeleição ao Senado da República. Com a desistência do ex-senador Osmar Dias em concorrer ao Palácio Iguaçu, pelo PDT, com quem faria uma aliança, e diante da inviabilidade do PT na corrida para o governo do Estado, Requião sacou o sobrinho como candidato a governador, mas já pensando na eleição para prefeito de Curitiba, daqui a dois anos, dependendo do desempenho do sobrinho nas urnas deste ano. E o desempenho vem sendo razoável, principalmente, se, nesta reta final, conseguir ocupar o segundo lugar, remetendo a governadora Cida Borghetti para a terceira posição.

E o deputado Ratinho Júnior já se mostra vencedor, com méritos próprios, eis que, além de ter sido o único a se preparar para tal disputa, é o único também a não ter buscado apoio de nenhuma liderança política, o que lhe dá razão de se apresentar como candidato da renovação, da mudança, do novo, pois, eleito, oferece ao eleitor paranaense a garantia de que quem irá mandar em seu governo será ele próprio, garantia que não pode ser dada pelos outros dois concorrentes, a despeito das precárias condições eleitorais de ambos. É que se, hipoteticamente, os dois estivessem disputando, de fato, o Palácio Iguaçu, com chances reais de vencer, no caso de Cida quem mandaria no governo seria o marido e, no caso de Arruda, quem daria as cartas seria o tio. O que, nem de longe, vai acontecer com Ratinho.

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