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Daqui pra frente, pesquisas se obrigam a ser verdadeiras, porque é reta de chegada

As pesquisas eleitorais têm se prestado a muitos questionamentos, padecendo, hoje, de uma econômica credibilidade. Nas eleições de 2014, houve muita discussão, tendo havido, mesmo, terminado pleito, um ensaio de movimento no Congresso Nacional para limitar a realização de pesquisas no processo eleitoral. Falou-se muito, porém, ao final não se mudou, praticamente, nada.

No panorama nacional, Ibope e Datafolha têm sido os dois grandes institutos a promover pesquisas eleitorais. Mas, um terceiro instituto, aqui do Paraná, o Paraná Pesquisas já se apresentou ao distinto público brasileiro, como um terceiro consultor da vontade popular, em tempos de eleições. E o interessante é que seus números têm sido diferentes dos apresentados pelos dois institutos mais tradicionais. A prova final de quem está mais próximo da realidade vai se dar, daqui a oito dias, no domingo, 7 de outubro, eis que estamos iniciando, neste domingo, de amanhã, a reta de chegada do processo eleitoral.

Ontem, o Datafolha apresentou os números de sua última pesquisa, aparecendo o candidato Jair Bolsonaro com 28% contra 22% de Fernando Haddad. O curioso é que, no segundo turno, o Datafolha mostrou Haddad com 45% contra 39% de Bolsonaro.

Na quinta-feira, contudo, o Paraná Pesquisas anunciou Jair Bolsonaro com 31,2% contra 20.25 de Fernando Haddad, enquanto que, no segundo turno, Bolsonaro ganha de Haddad, por 44,3% a 39.4%. Ou seja, são números divergentes dos mostrados pelo Datafolha, que se assemelham aos do Ibope, que também tem mostrado Bolsonaro perdendo para Haddad, no segundo turno.

Ainda que eleição seja um processo passional, com reduzida dose de racional, o presente processo se mostra muito contaminado, pela singularidade da situação do PT, em que ganha força a prevalência do fanatismo, que transforma Lula, de criminoso preso, em herói e preso político. E o fanatismo nunca foi bom conselheiro, esteja de que lado estiver. E, na situação vivida nesta campanha, muito mais que o confronto entre dois candidatos, Bolsonaro e Haddad, a disputa verdadeira é de confrontos ideológicos, entre direita e esquerda. E o grave, nessa medição de forças, é que a sociedade brasileira já viveu doze anos de experiência com a esquerda no poder, essa mesma esquerda que tem Haddad como candidato escalado por Lula, que deixou uma herança traumática, que vai da corrupção sem limites ao desmonte do Estado, pela incompetência administrativa. A esquerda, hoje, no Brasil é uma ameaça real, pelo fanatismo de sua militância e pela sede de um acerto de contas, pela condenação e prisão de suas principais lideranças, a começar pelo ex-presidente Lula, que, mesmo condenado e preso, está a comandar a campanha de seu “poste”. E, enquanto o ex-ministro José Dirceu dá uma entrevista a um jornal espanhol falando em tomar o poder, “o que é diferente de ganhar eleição”, diz ele, o candidato Fernando Haddad fala em criar condições para reformar a Constituição.

O Brasil de hoje tem sua sorte lançada na continuidade da Operação Lava Jato, no combate firme contra a corrupção. Se houver, como tentativas já insinuam, um desmonte da Lava Jato, pelos quadrilheiros que se sentem ameaçados, o Brasil poderá ter dias difíceis.

Mas, como estamos entrando na reta de chegada, é melhor torcer para que as urnas do domingo, 7 de outubro, tragam mais alento ao povo brasileiro, assegurando, para sempre, a continuidade da Operação Lava Jato.

 

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