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Candidatura de Haddad e o seu apoio popular parecem revelar que temos uma sociedade doente

O processo eleitoral é uma das essências do regime democrático, sendo, de maneira especial, uma oportunidade onde se revelam as diversas tendências da ideologia política, por meio das organizações partidárias, que, a rigor, devem funcionar como esteios da própria democracia.

Entretanto, no presente processo eleitoral estamos a assistir anomalias que impressionam e chocam o senso mediano da prudência, do equilíbrio, do razoável. As pessoas ouvem, olham e não acreditam no que escutam e no que estão enxergando.

Vivemos um momento histórico em nosso País, com a Operação Lava Jato, que está a se constituir na grande arma da sociedade contra um conjunto de organizações criminosas que assalta o dinheiro público, que corrompe agentes públicos, que financia o desmonte da organização social. Pelas ações da Operação Lava Jato, dezenas de grandes figuras do empresariado nacional estão ou já foram para a cadeia. Da classe política, igualmente, líderes consagrados estão sob investigação, já respondem a processos, enquanto um terceiro grupo já “habita” a República de Curitiba, inclusive, o próprio autor dessa denominação da Capital do Paraná, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado que foi por corrupção e organização criminosa. Aliás, o PT, por conta das denúncias, investigações e prisões havidas ganha força como sendo muito mais uma organização criminosa, do que propriamente, um partido político. E Lula é a expressão maior desse partido, ou dessa organização criminosa.

Vale citar o que aconteceu há cerca de dez dias com o ex-governador Beto Richa, aqui do Paraná. Preso, na terça-feira, dia 11 do corrente, juntamente, com sua esposa, com seu irmão, ex-secretários e empresários que realizaram obras em seus dois governos, está desmoralizado, sem a menor possibilidade de se eleger senador, pelo Estado. Mesmo tirado da cadeia, na madrugada do sábado, dia 15, Beto Richa se constitui, hoje, numa companhia indesejável, nesta campanha eleitoral. Seus companheiros sumiram, seus adversários se aquietaram, porque a revelação das denúncias que determinaram sua prisão chocou a sociedade paranaense. Nada mais natural, porque, para todos os efeitos, Beto traiu a confiança do povo.

Muito bem, comparando as traquinagens de Beto Richa com as traquinagens de Lula, temos que Beto é um menino de jardim da infância, enquanto Lula é um pós-graduado no mundo do crime. Mesmo menino de jardim de infância do mundo do crime, Beto já se afigura aos olhos do cidadão comum como um criminoso. Entretanto, o pós-graduado Lula do mundo crime tem o beneplácito de milhões de brasileiros, que insistem em não reconhecer que se trata de um criminoso, chefe da maior quadrilha de assalto ao dinheiro público da História do Brasil, que foi investigado, denunciado, condenado em Primeira Instância, com condenação reafirmada em Segunda Instância e que, por decisão do STF, pode ser mandado para a cadeia. E preso está no que ele próprio chamou, lá atrás, no início da Operação Lava Jato, quando disse que estava preocupado com o que estava acontecendo na “República de Curitiba”. Sabia, portanto, do que estava falando. Aliás, profetizou o que deveria acontecer com ele próprio.

Aí, o seu partido, ou sua organização criminosa, lança um candidato, que, sequer, se preparou para a disputa, que só faz o que ele manda da cadeia, que só fala no nome dele e que está a ser consagrado nas suas andanças pelo Brasil, mormente, pelas regiões mais pobres e miseráveis.

Não, isso não pode ser racional. Aliás, não é racional. A rigor, em se tratando de Lula e do PT, nada é racional. Por exemplo, Lula transformou seu espaço da cadeia em comitê eleitoral, pago pelo dinheiro público. E, com isso, está a desafiar e a desmoralizar a Justiça, porquanto, mesmo preso, se afigura líder político no pleno exercício de suas funções, “despachando” na cadeia, onde recebe visitas, diariamente, inclusive, do “poste” que fez candidato e que está em campanha.

Em que mundo estamos, que a sociedade temos? Democracia é o regime da anarquia, da esculhambação, da falta de autoridade?

E esse povo todo, dessa esquerda criminosa, se sente no direito de demonizar o candidato da direita, Jair Bolsonaro, como se Bolsonaro, e não Lula e eles, fosse a figura apocalíptica da tragédia.

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