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Paranaense vota em Ratinho e em Bolsonaro. E tem alguma coisa errada com o voto em Requião

Nos três postos majoritários em disputa, a Presidência da República, o governo do Estado e o Senado da República, o eleitor paranaense estaria incorrendo numa incoerência, pois, ao mesmo tempo em que fez opção pela direita, votando em Bolsonaro para presidente da República e em Ratinho Júnior para governador do Estado, vota para reeleger Roberto Requião para o Senado. E Requião é amigo fraterno de Lula, do PT e daquele povo que manda em Cuba, na Bolívia e na Venezuela. Por sinal, quando tomou posse em seu terceiro período de Palácio Iguaçu, pronunciou um discurso em que anunciou que seu governo seria de esquerda, que o Paraná teria o primeiro governo de esquerda, fazendo, na época, elogios a Hugo Chavez, inclusive, além de referências laudatórias a Lula, reeleito também naquele ano de 2006 para o Palácio do Planalto. E o curioso, nesse caso, é que, durante a campanha, Requião não se anunciou como de esquerda. Logo, o discurso de posse foi um estelionato eleitoral, o que não chega a surpreender, em se tratando de Roberto Requião.

É claro que o senador Álvaro Dias também aparece bem votado, aqui na sua terra, para presidente da República. E Álvaro, que hoje é um político de centro, não fala mais a mesma língua de Requião.

Então, o fato de Requião continuar sendo o candidato ao Senado mais bem avaliado nas pesquisas, aqui no Paraná, merece uma consideração especial, porque, sendo um grande nome da esquerda e estando o eleitor paranaense a repudiar a esquerda, tanto para o plano nacional, quanto para o plano estadual, como explicar que esteja desejando manter no Senado da República uma alta figura dessa mesma esquerda?

É verdade que, na pesquisa divulgada nesta quinta-feira, pelos jornais diários do interior do Paraná, filiados a ADI – Associação dos Diários do Interior -, o ex-governador Beto Richa despencou 16 pontos, caindo para o terceiro lugar, e Requião teve sua primeira queda, de 6 pontos, em números redondos, enquanto Flávio Arns subiu para a segunda posição e o professor Oriovisto Guimarães bateu na casa dos nove pontos, da mesma forma, como o deputado federal Alex Canziani, que também disputa o Senado. Mas, entre Canziani e Oriovisto, o professor do Positivo parece reunir mais condições de crescimento do que o deputado de Londrina.

Aí, de repente, é possível que as coisas estejam caminhando para seus verdadeiros lugares. De um lado, os seis pontos que Requião perdeu podem significar a quebra do primeiro degrau da escada que sustentava o crescimento de sua candidatura, enquanto os nove pontos do professor Oriovisto seriam um indicativo de uma atropelada, no momento certo, ou seja, na entrada da reta final da eleição. E esse crescimento tem nome: o apelo de Ratinho Júnior para que o eleitor que o está colocando no Palácio Iguaçu leve Oriovisto também para o Senado da República.

Com o ex-governador Beto Richa sem qualquer chance de retomar prestígio suficiente para garantir uma das duas vagas ao Senado e com essa possível inversão da liderança de Requião, é possível que o Paraná qualifique sua representação no Senado da República, enviando para lá dois grandes e respeitáveis nomes da Educação do Estado, os professores Flávio Arns e Oriovisto Guimarães. E, assim, o eleitor paranaense estaria dando uma bonita demonstração de coerência, tirando do jogo, num corte horizontal, todos os candidatos majoritários da esquerda.

Depois, também, está na hora do eleitor do Paraná dar um descanso para Roberto Requião…

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