fbpx

A nova pesquisa Datafolha traz números que sugerem o voto útil para definição no primeiro turno

Isolado, com 28 pontos, na liderança da disputa eleitoral para a Presidência da República, na pesquisa desta quinta-feira do Datafolha, em que mostra o segundo colocado, Fernando Haddad, com 16 pontos, já é possível se ouvir em um canto e outro a discussão em torno do início da campanha pelo voto útil, de modo a que o candidato Jair Bolsonaro possa liquidar a fatura da eleição já no primeiro turno, evitando o acirramento de ânimos numa competição de segundo turno, com o candidato do PT.

Como os demais candidatos de centro, como Geraldo Alckmin, Álvaro Dias e Henrique Meirelles não exibem musculatura para se aproximar do grupo que está, de fato, disputando a eleição, os apoiadores de Bolsonaro já estariam examinando a possibilidade do chamado voto útil, e que, de repente, vai acontecer de modo natural, a partir das bases eleitorais do próprio candidato, eis que é esse povo que está a sustentar a sua campanha, enquanto ele se restabelece do atentado a faca que sofreu, em Minas Gerais.

Aliás, esse é um dado interessante a ser analisado, porquanto, diferentemente do que se verifica nas campanhas tradicionais, os apoiadores de Bolsonaro não correm atrás de comitês do candidato na busca de material de propaganda. Ao contrário, eles próprios estão tomando a iniciativa de mandar confeccionar, porque a campanha do candidato deles já virou uma causa, um movimento, um agradável compromisso de cidadania. E só isso explica o crescimento da candidatura do deputado Jair Bolsonaro. Não é sem razão, portanto, que Bolsonaro é chamado de “mito”. E esse entusiasmo, essa animação, essa verdadeira cruzada que está se formando no Brasil inteiro, das capitais aos menores municípios, só tem explicação no desejo de uma mudança radical, de esgotamento das maravilhas prometidas pelos governos petistas e que resultaram em roubalheira, organização criminosa, desemprego, drama social. E o único candidato a encarnar esse clamor popular é Jair Bolsonaro, pelo discurso afirmativo de combate a corrupção, de enfrentamento da violência, de combate ao crime de invasão de terra, de casa, de apartamento, de austeridade no governo. E o que mais chama a atenção em Bolsonaro, que ajuda a explicar essa onda no Brasil inteiro, é o fato dele não ser de esquerda e não ser ladrão. É tudo o que o brasileiro comum deseja, eis que as pessoas de bem não aguentam mais ver o País mergulhado em corrupção, roubalheira, desonestidade. Foi assim com Lula, em seus dois governos, foi com Dilma, no primeiro governo e os poucos meses do segundo governo, e continua com Temer, que foi vice de Dilma. É muito roubo, muita desonestidade, muita falta de caráter.

É, por isso, que já se pode imaginar o apelo em favor do “voto útil”, do voto em quem vai ganhar, do voto em quem é oposição, mesmo, ao PT e aos demais partidos de esquerda.

De nada adianta, por exemplo, a campanha de Geraldo Alckmin resolver atacar Bolsonaro. Alckimin tem muito mais a perder do que a ganhar, com tal estratégia, porque o candidato que se preza precisa conquistar votos pelo seu prestígio pessoal, pelo seu discurso afirmativo, pelo seu programa de governo convincente. E não pelo que o concorrente deixa de ser. Não seria exagero afirmar que essa tática do candidato do PSDB pode dar a largada pelo voto útil, eis que Alckmin é sério candidato a se antipatizar com o próprio eleitorado. Querer conquistar votos de Bolsonaro na tentativa de desconstruí-lo é coisa muito pequena e nada profissional.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *