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Tony diz que sua delação é coisa pouca, e que vem um “tsunami”, por aí, contra Beto Richa

O ex-deputado Tony Garcia, cuja delação premiada levou à cadeia o ex-governador Beto Richa e mais quatorze pessoas, incluindo a esposa, o irmão, ex-secretários e empresários, deu uma declaração bombástica, no domingo, à “Gazeta do Povo”, afirmando, dentre muitas outras coisas, que sua delação é coisa pouca, tipo café pequeno, porque “vem um ‘tsunami’ por aí, com a delação do Nelson Leal (Jr)”, ex-diretor-geral do DER e que se encontra preso.

Tony Garcia, não apenas reafirmou tudo o que já disse, como fez sérias e novas declarações de acusação contra ex-secretários e empresários, que foram presos também, só lastimando ter o ex-governador Beto Richa envolvido sua esposa, seu irmão e seus filhos, nessa trama toda. Da ex-primeira dama, Fernanda Richa, falou tratar-se de pessoa honrada, com quem nunca tratou de qualquer tema de governo, relacionado a dinheiro, tendo dito coisa parecida, em relação ao irmão de Beto, Pepe Richa, que, segundo falou, trata-se de uma pessoa correta, ingênua e honesta, mas que acabou envolvida, pelo fato de o irmão tê-lo colocado, justamente, no cargo de secretário de Infraestrutura, que recebe muita pressão.

Pelas declarações dadas aos jornalistas da Gazeta, por Tony Garcia, o caso Patrulhas Rurais vai ter muitos desdobramentos, servindo, desde logo, como uma importante peça didática a governantes e a empreiteiros, que, não querendo aproveitar as lições que estão sendo dadas pela Lava Jato, vão ter de aprender, às custas do próprio couro, com envolvimentos em escândalos, como o que levou Beto Richa à cadeia.

E Beto deve estar tendo um aprendizado muito duro com o enfrentamento que ensaiou com Tony Garcia, ao tentar desqualificá-lo, como tem feito com outros delatores, como Nelson Leal Júnior, do DER, e Maurício Fanini, da Secretaria da Educação, a quem acusa de “criminosos, que, no desejo de se livrarem de seus crimes, inventam acusações, sem conseguir apresentar provas”. Essas tentativas de desqualificar delatores, como faz, por sinal, o pessoal do PT, com Lula à frente, são manifestações vazias, do tipo de que “a melhor defesa é o ataque”, diante da falta de argumentos convincentes para o distinto público. Como Nelson Leal e Maurício Fanini estão presos, não podem falar, Beto pegou um barco errado ao querer assustar Tony Garcia. Por sinal, no sábado mesmo, Tony postou uma resposta, nas redes sociais, a Beto Richa, desafiando-o para um debate, em entrevista coletiva, a ser convocada pelo próprio Beto, “em seu campo, com hora, dia e local por vc (sic) escalado, juiz, bandeirinhas e regras a seu critério, olho no olho, vc (sic) e eu e mais ninguém”.

E, pelo que disse Tony Garcia nessa entrevista a Gazeta, Beto estava lidando com uma verdadeira quadrilha, pois todo mundo gravava todo mundo, ou seja, ninguém confiava em ninguém e o próprio Beto parecia patrocinar os atritos internos da quadrilha.

O sobrenome Richa, diante de circunstâncias tão adversas, parece não ter mais espaço na política do Paraná. Os fatos relatados são graves, são sérios, incompatíveis com o proceder de quem se apresenta para pedir o voto do povo para representá-lo em qualquer instância da vida pública nacional. Se Beto não tinha argumento para contestar as acusações de seus delatores, que não os acuse mais também, até porque, como anunciou Tony Garcia, “um tsunami” vem por aí, na delação do ex-diretor-geral do DER, engenheiro Nelson Leal Júnior.

Ah, Tony chamou, também, para dançar os deputados Valdir Rossoni e Adhemar Traiano. É melhor fechar o PSDB do Paraná.

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