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Aécio, neto de Tancredo, e Beto, filho de Richa, seguem aliados, agora, na destruição do PSDB e de Alckmin

Tanta gente se empenhou em associar o PSDB ao PT, na velhacaria do assalto ao dinheiro público, mirando principalmente as seguidas gestões tucanas em São Paulo, que, de repente, a buscada associação se dá, a partir de Minas Gerais, com o senador Aécio Neves, que se desfez moralmente com suas relações com a JBS, e agora do Paraná, com a inesperada prisão do ex-governador Beto Richa, sua esposa, seu irmão, que, ironicamente, carrega o nome do pai, José Richa, com o complemento Filho, que foi um político decente, honrado e com influência positiva na política nacional. O escândalo revelado ontem, com a prisão de doze das quinze pessoas autorizada pela Justiça, ganha notoriedade, não apenas pelo aspecto da corrupção, como, especialmente, pelo número de pessoas, fazendo lembrar a decretação da prisão dos petistas condenados no Mensalão, que praticamente deixaram o partido sem comando, pela expressão de cada um deles, como José Dirceu, Delúbio Soares, José Genoíno, João Paulo Cunha, Professor Luizinho e companhia.

Se Aécio Neves chegou a ser presidente do PSDB e, nessa condição, candidato a presidente da República, que, por muito pouco, não derrotou Dilma Rousseff, em 2014, Beto Richa sempre foi uma promessa alvissareira para os tucanos, sendo o nome de maior referência do partido, aqui no Sul do Brasil. Amigo pessoal do pai de Beto, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso deve ter levado um susto muito grande com os acontecimentos de ontem, pois, se, de um lado, havia uma afeição no relacionamento pessoal, pela convivência com José Richa, de outro, havia a expectativa de uma sustentação do PSDB, aqui no sul, com a liderança do ex-governador do Paraná Beto Richa.

Em especial, era tudo o que não podia acontecer para, de certo modo, inviabilizar as chances de um segundo turno da candidatura do ex-governador paulista Geraldo Alckmin, que, se procurava se distanciar de Aécio, tinha com Beto uma relação muito próxima. E, agora, essa prisão de Beto é um desastre para campanha eleitoral de Alckmin e um tiro no peito do próprio partido, que, de princípio, perde um senador, eis que os acontecimentos de ontem devem, seguramente, desmontar a campanha ao Senado do ex-governador, que já vinha, de alguma forma, abrindo espaço para a aproximação do terceiro colocado nas pesquisas, seu ex-vice-governador no primeiro mandato e ex-senador, Flávio Arns, que trocou o PSDB pela Rede Sustentabilidade, de Marina Silva.

A repercussão é nacional, na mesma proporção, que o estrago para o PSDB também é nacional, na medida que desautoriza, praticamente, uma visita de Geraldo Alckmin para fazer campanha no Paraná, o que não é pouco, se considerarmos um colégio de mais de sete milhões de eleitores.

E o dado curioso é que, coincidência ou não, foram duas operações, do GAECO e da Polícia Federal, no mesmo dia. O órgão estadual, pelas primeiras informações, saiu em campo para efetuar prisões por conta de corrupção em obras de abertura e conservação de estradas rurais, enquanto a Polícia Federal prendia por propina da Odebrecht numa obra rodoviária bilionária, que teve dirigida sua licitação. Reunidas as prisões, avalia-se que, pelo menos, meio governo de Beto foi para a cadeia, com ele próprio no comando, mais sua mulher, seu irmão, seu chefe de gabinete, mais secretário e amigos e empresários. Uma verdadeira quadrilha.

Se, antes, disputa presidencial era vista como polarizada entre PT e PSDB, agora, o ex-governador Beto Richa faz seu partido polarizar a roubalheira do dinheiro público com o PT.

E brigando na parte de baixo das pesquisas, o pobre do Geraldo Alckmin leva uma cacetada desse tamanho, capaz de lhe quebrar as pernas. Coitado!

 

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