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Ibope confirma liderança de Bolsonaro, com disputa empatada no segundo lugar

O deputado Jair Bolsonaro, pelos números da pesquisa Ibope/Estadão/Rede Globo, revelados ontem, à noite, estaria com passagem paga para o segundo turno das eleições presidenciais, deixando a segunda vaga para ser disputada entre a ex-ministra Marina Silva, o ex-ministro Ciro Gomes e o ex-governador Geraldo Alckmin, que, tecnicamente, estariam empatados em segundo lugar. A pesquisa mostra Bolsonaro com 22%, Marina e Ciro com 12% e Alckmin com 9%. Fernando Haddad, do PT, apareceu com 6%.

A novidade nessa pesquisa está no crescimento dos candidatos do PDT, Ciro Gomes, e do PSDB, Geraldo Alckmin, de vez que Marina se manteve nos 12%, enquanto a liderança de Bolsonaro já se mostra consolidada, com a vantagem do crescimento de dois pontos percentuais. Em relação a Fernando Haddad, que, na terça-feira, deverá ser confirmado como o cabeça de chave do PT, tendo como vice a deputada Manuela Guimarães, do PCdoB, há que se esperar o efeito da nova composição e até mesmo o poder de transferência de voto do ex-presidente Lula, que, por sinal, continua brigando nos tribunais superiores para reaver sua candidatura. Essa insistência de Lula, como já comentamos ontem, é muito mais um desserviço ao PT do que uma tentativa válida de poder ser candidato, diante de todas as evidências de que a decisão do TSE, do final da semana passada, é a expressão maior e legítima da legislação nacional em vigor.

Líder nas pesquisas, o deputado Jair Bolsonaro parece ter cacife para um crescimento maior, a partir do quadro que se estabelece, com alguma chance, inclusive, de se mostrar o único nome viável da direita, o que pode significar um esvaziamento das demais candidaturas do grupo, com migração de votos, a fim de fortalecer, de vez, o candidato do PSL, em relação a um nome da esquerda, que, pela pesquisa, aponta, agora, para o ex-ministro Ciro Gomes, que, mais do que nunca, vai se concentrar no eleitorado do Nordeste, buscando atrair para sua candidatura votos que seriam de Lula, mas que não conhecem Haddad. Sendo da terra, Ciro reúne condições para levar vantagem nesse confronto direto com o nome que vai substituir Lula, como candidato do PT ao Palácio do Planalto.

Melhor preparado que Haddad, Ciro poderá ser o nome da esquerda a se confrontar, mais à frente, com Bolsonaro, deixando para trás a candidata da Rede e o candidato do próprio PT. E se isso se confirmar, Ciro estará conquistando uma posição de destaque na corrida eleitoral, sem dever qualquer favor ao PT ou a Lula, eis que os dois, por sinal, fizeram de tudo para inviabilizar o projeto do candidato do PDT.

No grupo do pessoal do centro, ou da direita, o candidato mais empenhado a desfigurar o brilho do deputado Jair Bolsonaro é o ex-governador Geraldo Alckmin, que tem lhe dirigido críticas diretas, na esperança de poder se beneficiar de tal estratégia, sem que, no entanto, haja alguma confirmação de tal investida. Que, por sinal, pode até ter efeito contrário, eis que exibindo números significativos na liderança, pode que se confirme, sim, uma migração de votos, atingindo mais diretamente o próprio Alckmin, que, para todos os efeitos, continua perdendo em São Paulo, seu território, para Jair Bolsonaro.

De concreto, o crescimento de Ciro Gomes, que já deve passar Marina na próxima pesquisa, e a decisão de candidatos do centro em baixar o sarrafo em cima de Bolsonaro, correndo todos os riscos. É uma estratégia perigosa, porque o eleitorado de Bolsonaro já estaria consolidado, o que merece ser visto como indiferente a tudo o que possam dizer do candidato do PSL, que não haverá desembarque de eleitor. E o risco aos críticos é que possa aumentar o embarque de novos eleitores na canoa do ex-capitão do Exército. E militar, é bom que se diga, é profissional de estratégia.

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