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Lula, de criador do petismo, pode se transformar no seu demolidor absoluto

O egocentrismo de Lula parece não ter limites, eis que, mesmo condenado e preso, ele se imagina no direito de continuar candidato, de continuar comandando reuniões políticas em sua cela, na Polícia Federal, em continuar sendo o pregador mentiroso de felicidade para o povo. Enquanto continua insistindo em que ele continue sendo o centro do universo, desconsidera o fato, claro à luz do dia, de que está a demolir as suas duas grandes e maiores obras, o PT e o petismo. O desrespeito à Justiça Eleitoral está indo muito além do limite suportável, da consideração havida na sexta-feira, em aceitar uma chapa, sem cabeça, em autorizar a propaganda eleitoral de um partido sem candidato. Ao não reconhecer o exagero de boa vontade do TSE, Lula parece disposto a por tudo a perder, porquanto não admite a ideia de que é um condenado da Justiça, de que está preso e de que, em tais circunstâncias, não tem mais direito político, não pode ser candidato, não pode fazer discurso, não pode dar entrevistas. E, principalmente, não pode mais mentir para o povo.

Também é possível que esteja no limite a guerra surda dentro do PT, eis que, a despeito de tudo, também existe dentro do PT quem tenha juízo, quem tenha bom senso, quem esteja vendo a demolição de todo o patrimônio político que foi construído dentro do PT, sob o comando e a participação de Lula, é verdade, mas nunca construído por ele sozinho. Eis a grande questão que se coloca. É que Lula não admite que, de repente, o PT possa ter candidato e campanha sem ele no comando. Que as decisões no PT e na campanha não passem mais pelo seu crivo. Que ele não seja mais consultado. Aliás, ele deve morrer de medo de poder, de repente, ser considerado descartável. E, assim, virar um preso comum, e nem mais nas dependências da Polícia Federal, mas, sim, numa cela na penitenciária de Piraquara, onde encontrará velhos companheiros.

E ao PT, e aos petistas, e ao petismo não resta mais muita alternativa. Ou tomam a decisão de tocar a vida para frente, em nome de uma desesperada necessidade de sobrevivência, ou caminharão para morrerem todos mascarados de Lula. É que, estando Lula na prisão, não poderão morrer abraçados a ele. Assim, abraçarão o que elegeram dele nessa cruzada maluca de desafiar a tudo e a todos, especialmente, o Poder Judiciário.

O sucessor de Lula era José Dirceu. Como José Dirceu se antecipou ao chefe e foi antes para a cadeia, Lula tentou improvisar Dilma Rousseff, que se revelou incapaz e coveira do PT e do Brasil, quem sabe, até, seguindo o “script” do chefe. Em tais circunstâncias, o PT não produziu um novo José Dirceu. O ex-prefeito Fernando Haddad é um noviço, foi um ministro medíocre da Educação, eis que os números atuais da Educação estão a denunciar o cáos do setor, da mesma forma, foi um prefeito comum de São Paulo, alguém que apenas passou pela Prefeitura da maior cidade do País, sem deixar uma marca consistente, seja como líder político, seja como administrador público de respeito. E, agora, no esforço para se creditar ao petismo, está abrindo mão da própria personalidade para vestir a máscara do Lula e anunciar, no coro das ruas, “todos somos Lula”. Só que o povo sabe que Lula está condenado e preso. E, como tal, é um criminoso, que traiu a confiança do povo, que roubou o povo e que foi o arquiteto do projeto de desmonte da economia brasileira, nas mãos de Dilma. Assim, Haddad vai ter, em algum momento, de tirar a máscara. E, aí, a falta de discurso próprio, de história própria, de liderança para comandar a tropa petista haverão de ser determinantes para a tragédia – isso, para os petistas; não para os brasileiros de bem – da demolição do PT. Uma espécie da tragédia com o Museu Nacional, no Rio de Janeiro. Com a diferença de que, enquanto ninguém sabe a origem do incêndio do Rio, no caso do PT, a origem está numa sala, transformada em cela, no prédio da Superintendência da Polícia Federal no Paraná, que abriga um criminoso preso, chamado Lula.

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