fbpx

Ibope indica que Ratinho ganha no primeiro turno. Ninguém segura desembarque de Cida

A segunda pesquisa Ibope/RPC, divulgada esta noite, confirma a expectativa gerada a partir da primeira consulta popular, quando os partidos confirmaram seus candidatos em meados de agosto, de que Ratinho Júnior poderia ganhar a eleição no primeiro turno. Naquela pesquisa, o deputado Ratinho Júnior apareceu com 33%, a governadora Cida Borghetti com 15% e o deputado João Arruda com 4%. Agora, na pesquisa divulgada esta noite, Ratinho saltou para 45%, Cida caiu para 13% e Arruda subiu para 7%. Os números evidenciam o franco favoritismo do candidato Ratinho Júnior, o que significa, na atual quadra dos acontecimentos, uma já previsível corrida para a campanha de Ratinho, do pessoal do DEM e do PSDB, que, para todos os efeitos, está, ou estava, na campanha de Cida Borghetti. É que nenhum candidato gosta de perder, especialmente, quem busca uma reeleição.

Antes da pesquisa Ibope/RPC de agosto, houve a divulgação dos números da pesquisa IRG/Bem Paraná, que mostrou Ratinho Júnior com 45%, Cida Borghetti com 20.2% e João Arruda com 7%. Naquela ocasião, afirmamos, aqui, que seria mais fácil o candidato João Arruda se aproximar da candidata Cida Borghetti, do que ela se aproximar de Ratinho Júnior. Ainda que a aproximação de Arruda com Cida guarde uma certa distância, é flagrante a diferença entre Cida, com 13%, e Ratinho com 45%. Esses números de agora são indicativos de disparada para o candidato do PSD e de sérias dificuldades para os nomes do PP e do MDB, que, por sinal, na avaliação que fizemos de agosto os chamamos de muletas, a governadora Cida Borghetti, muleta do marido, deputado Ricardo Barros, e João Arruda, muleta do tio senador, Roberto Requião. É que, na verdade, a governadora Cida Borghetti foi imposta candidata pela vontade do marido, de querer ser comandante-em-chefe no processo político-eleitoral do Paraná, eis que ela própria não exibe virtudes de candidata, primeiro, porque nunca parece ter buscado tal pretensão, depois por não reunir popularidade suficiente para uma disputa importante, como a de governadora do Estado.

Situação parecida se dá com a candidatura do deputado João Arruda, com o agravamento de ter sido uma candidatura improvisada, nascida pela necessidade do tio em possuir um palanque para sustentar sua campanha à reeleição ao Senado da República, eis que, com a desistência do ex-senador Osmar Dias, do PDT, e não existindo um nome competitivo do PT, Requião lançou mão do sobrinho para a aventura da disputa ao Palácio Iguaçu. Diante dessas duas muletas, a corrida se tornou fácil para o candidato Ratinho Júnior, pelo fato sabido de, dos três, ter sido o único que se preparou para disputar essa eleição, que correu o Paraná para conhecer os anseios de cada região do Estado e, em cima desse quadro, elaborar um plano de governo consistente.

Como o sobrinho do senador Roberto Requião não tem o menor compromisso com a vitória, imagina-se que uma crise, de respeitável dimensão, tenha se instalado na campanha da governadora Cida Borghetti, especialmente, pela dificuldade em cercar a debandada previsível de candidatos do PSDB e do DEM em direção ao palanque de Ratinho, provocando um esvaziamento humilhante na campanha do PP. Com a devida leitura de que esse esvaziamento representa uma derrota para o deputado Ricardo Barros, que, embora reúna condições de se reeleger, não poderá comemorar nenhuma outra vitória política, como pretendia.

E Ratinho, já lembramos aqui, tem tudo para repetir o jovem senador Álvaro Dias, na campanha de 86 ao governo do Estado, quando venceu a eleição, passeando pelo Paraná.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *