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O povo acreditou em Collor em 89, em Lula em 2002 e, agora, aposta em Bolsonaro

O brasileiro saiu às ruas em 89, apostando que a promessa de combate a corrupção, no discurso do caçador de marajás, seria cumprida, pelo candidato que encantou multidões, Fernando Collor de Mello. Entretanto, o primeiro presidente civil, eleito democraticamente, depois do regime militar, não soube ser o estadista que se anunciava na campanha e se perdeu pela arrogância e pelos prazeres do poder, incluindo-se, aí, a caça aos marajás às avessas, o que resultou no histórico impeachment do primeiro presidente da história da República do Brasil.

Cinco anos depois, em clima menos passional, o mesmo brasileiro elegeu o senador Fernando Henrique Cardoso, que deu um rumo ao Brasil, promovendo reformas necessárias e uma privatização salutar, o que lhe assegurou a inauguração do sistema de reeleição, proposto por ele próprio e aprovado pelo Congresso Nacional, permanecendo por mais quatro anos no Palácio do Planalto. Houve o controle da inflação e o surgimento de uma nova moeda, o Real, trazendo uma estabilização para a economia nacional.

Com Fernando Henrique oito anos no Palácio do Planalto, o brasileiro não se sentiu atraído pela apresentação do senador José Serra, do mesmo PSDB, para presidente da República, querendo mudar, pensando que abraçando a candidatura da mudança, que se apresentava, na figura do líder metalúrgico Luiz Inácio Lula da Silva, estaria acertando. Aí, como em 89, prevaleceu o espírito passional na campanha eleitoral, pois Lula ganhou a eleição de Serra, sem precisar fazer muito esforço. O povo queria viver a experiência do PT, o partido da ética e da moral.

E a experiência vivida pelo povo foi muito pior do que o desastre com Collor de Mello, eis que os dois governos de Lula foram de embriagante fantasia, em meio a uma nunca imaginada prática de corrupção, propagando-se avanços sociais, enquanto foi possível se valer da herança bendita dos dois governos de Fernando Henrique. No embalo da fantasia, Lula elegeu Dilma Rousseff que acabou por se reeleger também. Entretanto, bastou se reeleger para aflorar todo o desastre administrativo dos três períodos do PT, em meio a publicidade dos rombos da histórica roubalheira do dinheiro público. O povo saiu às ruas para pedir a cabeça de Dilma Rousseff, que seguiu o destino de Collor de Mello, com o segundo impeachment da História.

Muito bem, estamos, agora, num novo e passional processo eleitoral para a Presidência da República. E num processo eleitoral sem lideranças afirmativas, como tivemos antes de 64, com Getúlio Vargas, Jânio Quadros, Juscelino Kubitscheck, Miguel Arraes, Ademar de Barros, Carlos Lacerda. Ninguém sobreviveu aos vinte anos do regime militar e ninguém se fez nos outros vinte anos que nos separam da primeira eleição para presidente da República.

Pois, nesse processo sem líder e sem comando, um povo, que foi traído no voto que deu em 89 e nos votos que deu em 2002, 2006, 2010 e 2014, quer viver uma nova experiência, e agora com um representante da direita, porque se enojou da esquerda criminosa e corrupta dos últimos treze anos, abraçando um candidato que fala a linguagem do homem comum e que diz o que esse homem comum quer ouvir. E tudo o que esse homem comum quer ouvir é o discurso da sinceridade de um candidato que não seja de esquerda e que não seja ladrão. Esse homem comum está sinalizando que quer, sim, viver uma nova experiência, uma experiência de choque com tudo o que a esquerda desfez na moralidade pública e no bem-estar da população. É o sonho da nova aposta.

E essa nova aposta atende pelo nome do deputado Jair Bolsonaro, que está sendo o mito do processo eleitoral passional deste ano de 2018. Tão passional, quanto o que elegeu Collor de Mello, em 89, elegeu Lula em 2002, reelegeu Lula em 2006, elegeu Dilma em 2010 e reelegeu Dilma em 2014.

O brasileiro, que não perde a esperança, aposta que agora vai acertar. Acertar com Bolsonaro. E essa nova aposta é um direito desse brasileiro.

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