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Bolsonaro ensina a Bonner e Renata, da Globo, que a melhor defesa é o ataque

A Rede Globo vem mantendo uma tradição, nas campanhas eleitorais, de entrevistar os candidatos a cargos majoritários em seus telejornais, especialmente, no Jornal Nacional, principal informativo da emissora, os candidatos, melhor situados em pesquisas, à Presidência da República. Entretanto, os apresentadores do Jornal Nacional, William Bonner e Patrícia Poeta, em 2014, e William Bonner e Renata Vasconcellos, neste ano de 2018, se parecem muito mais inquisidores do que jornalistas, eis que suas indagações se dirigem muito mais para um confronto do que uma indagação a respeito de um assunto de interesse público, no contexto da campanha eleitoral.

Há quatro anos, em agosto de 2014, William Bonner e Patrícia Poeta criaram uma situação de verdadeira agressão a então presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição, nos questionamentos levantados, tendo, inclusive, a jornalista Patrícia Poeta erguido o dedo para a entrevistada, numa atitude de desrespeito a autoridade e mesmo a candidata.

Agora, na série desta campanha, na segunda-feira, praticamente, não deixaram o candidato Ciro Gomes expor suas ideias, eis que William Bonner e Renata Vasconcellos se apoderam do espaço, como se fora eles próprios as figuras centrais do programa, e não o candidato convidado. O candidato Ciro Gomes chegou a dizer que gostaria de ter espaço para falar de suas ideias, de seus projetos, o que acabou não acontecendo. Foi, desse modo, desrespeitado pelos dois apresentadores.

Ontem, o convidado foi o deputado Jair Bolsonaro, e os dois apresentadores, como de praxe, se pintaram para a guerra contra o candidato que vem ponteando as pesquisas, sem considerar o fato de o candidato ter formação militar e ser, por conseguinte, um profissional em estratégia de guerra.

Na tentativa de emparedar Bolsonaro, Bonner e Renata se viram, eles próprios, emparedados, eis que o candidato do PSL mostrou aos dois que, na guerra, a melhor defesa é o ataque. E assim partiu para cima de seus dois inquisidores, que não conseguiram esconder o constrangimento do insucesso em suas investidas. William Bonner chegou, inclusive, a fazer uma indagação fora de propósito, ao imaginar uma situação em que, eleito, Jair Bolsonaro possa, no futuro, ter um desentendimento com seu eventual futuro ministro da Fazenda, o economista Paulo Guedes, na afirmação de que ele próprio não entende de economia e que estará nas mãos de seu orientador sobre o assunto. Na mesma linha de temas sem propósito foi o questionamento de Bolsonaro ser a favor de violência para combater a violência, que toma conta do País. Sem titubear, o candidato se desfez das duas perguntas, com afirmações que desconcertaram Bonner e mereceram aplausos de quem assistiu ao programa da Globo.

Interessante a intervenção da jornalista Renata Vasconcellos sobre os vencimentos de Bolsonaro e seus filhos, que possuem mandatos populares, enfatizando que tais vencimentos são pagos pelo contribuinte, enquanto o salário dela é pago pela empresa, sem direito ao mesmo questionamento.  Não esperava a resposta de Bolsonaro, que lembrou que a Globo recebe elevadas verbas do Poder Público, o que indica que o salário de seus funcionários também são pagos com dinheiro público. Mais, que ela e Bonner não recebem salários, mas sim pagamentos por prestação de serviços, de vez que são pessoas jurídicas, condição que barateia o pagamento pelo contratante.

Pela segunda vez, em embates com o pessoal da Globo, Bolsonaro ganhou de goleada. Para alegria da torcida. Especialmente, porque Bolsonaro mostra a Globo que ela não tem a exclusividade da verdade.

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