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Votação para governador vai expressar o prestígio das lideranças locais

Se a campanha presidencial caminha com suas próprias pernas, a campanha para o governo do Estado precisa das pernas das lideranças locais, em cada comunidade, a despeito do prestígio de cada candidato. E o resultado final de outubro vai expressar, não apenas a vitória do ganhador e a derrota dos perdedores, como a força do prestígio de cada deputado, estadual e federal, e do prefeito da cidade. Ou seja, como temos eleições de dois em dois anos, uma eleição sempre significa o aquecimento dos motores para a próxima eleição. Quem vencer a eleição deste ano, por exemplo, já estará com a metade da campanha de 2020 praticamente feita.

No caso local, o deputado Ratinho Júnior é o candidato ao Palácio Iguaçu que mais apoio reúne entre os deputados e o prefeito da cidade, eis que é apoiado pelo deputado estadual Plauto Miró Guimarães Filho, DEM, o deputado federal Sandro Alex, PSD, e o prefeito Marcelo Rangel, PSDB. Significa uma bela demonstração de força política, com a responsabilidade de transformar essa força em votos no mês de outubro. De outro lado, Plauto e Sandro esperam também que o prestígio do candidato que apoiam lhes seja benéfico na reeleição que buscam, de modo que possam, juntos, formar uma vistosa linha de frente. É o desafio que lhes pertence.

Por sua vez, a governadora Cida Borghetti conta, por aqui, apenas com o apoio do deputado federal Aliel Machado, cristão novo no PSB, que integra a coligação conservadora que sustenta a campanha de reeleição ao Palácio Iguaçu. À primeira vista, Aliel tem pouco a oferecer a Cida, porquanto, originário da esquerda “puro sangue”, vai fazer sua primeira campanha no campo do conservadorismo político, tendo, à primeira vista, abandonado os companheiros do passado, que o fizeram vereador em 2012, deputado federal em 2014 e um candidato a prefeito competitivo, em 2016. A grande interrogação que se coloca na campanha de Aliel é se, de fato, sua ida para o PSB representou e representa um rompimento com a esquerda, o que abriria espaço, por exemplo, para uma dobradinha do deputado Péricles de Holleben Mello, candidato à reeleição à Assembleia Legislativa, com a senadora Gleisi Hoffmann, candidata a deputada federal, pelo PT.

E o deputado Péricles, que tem uma história de fidelidade ao PT, estará, naturalmente, na campanha do ex-deputado Dr. Rosinha, candidato do partido ao governo do Estado. Pouco importa, no caso, que Rosinha não tenha perspectiva favorável, nessa disputa. Ao militante do PT, ao líder do PT, como Péricles, importa a presença do candidato do partido, de modo a manter viva a chama de luta da militância, mormente, num momento delicado, pelo qual passa o partido, tendo, inclusive, condenado e preso o seu líder maior, o ex-presidente Lula. Aqui, pois, quem dará voto para Rosinha será o deputado Péricles, no comando da aguerrida militância petista.

Por fim, o deputado estadual Márcio Pauliki, que está buscando uma cadeira na Câmara Federal, não tendo encontrado espaço nos partidos que procurou, acabou ficando com a única alternativa, que lhe restou, que foi coligar o seu Solidariedade com o MDB do senador Roberto Requião, e assegurar o seu apoio à candidatura do deputado federal João Arruda ao governo do Estado. Dadas as circunstâncias, é provável que, neste caso, quem possa tirar mais vantagem seja o próprio deputado Márcio Pauliki, pela estrutura do MDB e pelo prestígio de Requião na cidade e na região.

E tanto quanto puder esconder o seu Solidariedade, mais terá a ganhar. É o ônus que terá de carregar, por uma decisão equivocada que tomou.

Foto: arede.info

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