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Temos três estaduais e dois federais. Dos cinco, a coerência está de 3 a 2

Nossos políticos locais refletem, como consequência natural, a realidade da política nacional, no quesito da coerência no proceder da vida pública. Temos três deputados estaduais – Márcio Pauliki, Péricles de Holleben Mello e Plauto Miró Guimarães Filho – e dois federais –Aliel Machado e Sandro Alex. Dos cinco, temos três com irreparável coerência e dois numa estranha incoerência no caminhar na vida pública. Como o eleitor vai reagir ao proceder de cada um, especialmente nessa questão, vamos poder verificar somente na abertura das urnas do primeiro domingo de outubro. Os três coerentes ajudam a construir um quadro de maior seriedade, na esculhambação geral da vida partidária brasileira, enquanto os outros dois, infelizmente, participam dessa anarquia de um proceder instável e inseguro.

Vamos às considerações do histórico de cada um, hoje, dos que entendemos como coerentes e, amanhã, dos incoerentes, de modo a que seja possível uma avaliação real do projeto político de todos eles e de cada um, em particular. É uma análise que pode ser mais ou menos dolorida, mais ou menos confortante, mas é a realidade política exibida por cada um dos personagens do momento político de Ponta Grossa.

Por ordem alfabética e tomando por base a disputa eleitoral, temos, inicialmente, a figura do deputado estadual Péricles de Holleben Mello, fundador do PT local, estadual e nacional. Foi ele quem trouxe, na década de oitenta aquela esquisita estrela vermelha para Ponta Grossa. Já, em 82, o jovem Péricles se apresentou como candidato a prefeito, pelo partido da estrela vermelha. Claro que não se elegeu e fez uma votação inexpressiva. Entretanto, anunciou ao distinto público que o PT estava em Ponta Grossa e que aqui iria desenvolver a sua luta. Péricles se elegeu vereador, em 88, se reelegeu em 92, deputado em 94, reeleito em 98, prefeito em 2000, de novo, deputado estadual em 2006 e, aí, reeleito em 2010 e 2014, estando, agora, buscando o seu sexto mandato para a Assembleia Legislativa, pelo mesmo partido e defendendo as mesmas causas. É o líder do PT na cidade e na região e um nome respeitado no Paraná.

Aí, temos o deputado Plauto Miró Guimarães Filho, que, como Péricles, também foi fundador de seu partido, o PFL, que mudou de nome para Democrata. Deputado estadual em 1990, se reelegeu em 94, 98, 2002, 2006, 2010, 2014. Está em seu sétimo mandato consecutivo, recordista na história política de Ponta Grossa, sempre no mesmo partido e defendendo, também, as mesmas bandeiras. Está em campanha, agora, pela busca de seu oitavo mandato consecutivo.

Na continuidade do grupo dos coerentes, relacionamos aqui o deputado federal Sandro Alex, que, eleito pelo PPS, se mudou para o PSD. Essa mudança não aconteceu por nenhum oportunismo, eis que não tendo espaço no PPS para crescer dentro do partido, pois o PPS sempre foi comandado no Paraná pelo deputado Rubens Bueno, Sandro buscou um novo abrigo partidário, um partido em criação no Estado, o PSD, tendo, já na sua filiação, recebido a incumbência de presidir o partido e trabalhar pela sua organização em todo o Paraná. Foi o que fez e continua a fazer.

Deputado em seu segundo mandato, está em campanha pela conquista do terceiro mandato, eis que, eleito em 2010, se reelegeu em 2014, com expressiva votação.

Coerência na política tem um preço, via de regra, alto, mas, de outro lado, tem a compensação pela marca de respeito, que se consolida na sociedade. É o que podemos atribuir aos três deputados, aqui avaliados.

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