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Nesta eleição, é bem mais fácil Arruda passar Cida, do que Cida se aproximar de Ratinho

Com os números desta semana, da pesquisa do IRG/Bem Paraná, em que Ratinho aparece com 45%, Cida com 20% e Arruda com 7%, parece haver motivo de sobra para que os coordenadores e marqueteiros da campanha da governadora Cida Borghetti se debrucem em cima de algo extraordinário, eis que, na leitura da pesquisa, a tendência do deputado João Arruda alcançar Cida Borghetti é infinitamente, maior do que Cida se aproximar do deputado Ratinho Júnior. Eis que a primeira demonstração de desespero do pessoal de Cida foi o argumento, incontinenti à pesquisa, de a governadora ter tido um crescimento de 432%, pulando de 5 para 20%. É o argumento do perdedor. Ora, Cida tinha 5% quando ainda era vice-governadora. Empossada como titular do Palácio Iguaçu, correu o Paraná distribuindo o dinheiro que o ex-governador Beto Richa deixou em caixa. Aliás, muito dinheiro, coisa rara em contas de governos estaduais, Brasil afora. Foi essa distribuição de dinheiro que alavancou o crescimento da candidatura. Só que esse crescimento parece significar um teto do potencial de Cida, eis que não há mais tanto dinheiro, até porque ela não tem o direito de jogar as contas do Estado no vermelho, quando recebeu com um azul de brigadeiro. Essa é a leitura mais pertinente, associada ao fato real, claro à luz do dia, que ela nunca aspirou essa candidatura majoritária, nunca demonstrou semelhante paixão, tanto que, sequer, se preparou para a presente disputa. O debate de quinta-feira trouxe essa confirmação, exibindo uma Cida Borghetti em situação de constrangimento, seja pela falta de habilidade política, seja pelo desconhecimento da realidade do Paraná, mesmo estando no exercício do cargo de governadora. Sendo assim, ela não traz em seu discurso, fraco e pobre, o apelo eleitoral, o convencimento ao eleitor, o atrativo do fascínio pelo voto. Ela não tem carisma, falta-lhe projeção pessoal, não é uma líder. Ela é a mulher do deputado Ricardo Barros, que a terceirizou como candidata a governadora.

Nesse contexto, vale se voltar às vistas para a candidatura do deputado federal João Arruda, improvisada há dez dias, diante da desistência do ex-senador Osmar Dias, dentro do projeto de reeleição do senador Roberto Requião. Sem Osmar, que lhe asseguraria um palanque, Requião sacou o sobrinho, que gostou da ideia e, nesse curtíssimo espaço de tempo, apareceu com 7%, muito mais que os cinco de Cida, enquanto vice-governadora e alardeada pelo Estado todo, pelo seu marido, que seria candidata a governadora.

Essa arrancada do deputado João Arruda, na esteira do prestígio do tio, indica que tem muito para crescer, enquanto Cida, por conta da larga distância em relação ao deputado Ratinho Júnior, tem um risco previsível de queda, pela debandada de apoiadores, na direção da campanha de Ratinho, com a possibilidade de essa debandada ser comandada pelo ex-governador Beto Richa, que teria muito mais a ganhar na campanha de Ratinho, ao lado do bom candidato a senador de Ratinho, o professor Oriovisto Guimarães, do que permanecendo na campanha de Cida, cujo apoio pouco ou quase nada lhe acrescenta.

A primeira nova pesquisa que for divulgada já deve ser mais didática para a avaliação da realidade de cada candidato, de vez que, pelo quadro de hoje, não haverá segundo turno no Paraná, com a vitória do deputado Rainho Júnior no primeiro turno. É que Ratinho está vestido e ornado com os adornos do vencedor. E o pessoal da coligação de Cida, não apenas sabe, como está louco para pular a cerca.

Tema para o dono, patrono e articulador da campanha de Cida Borghetti, o seu marido, o deputado federal Ricardo Barros.

Sem esquecer que o deputado João Arruda já aparece no retrovisor da campanha de Cida. É bom prestar atenção nisso.

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