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Do debate de ontem, se fosse possível, daria para escalar Alckmin e Ciro num segundo turno

O debate da Rede Bandeirantes de Televisão, promovido na noite de ontem e que foi até a madrugada de hoje, reunindo oito dos treze candidatos ao Palácio do Planalto, foi uma bela contribuição para este início de campanha eleitoral. Num sistema solto e produtivo, o debate se prestou a revelar o perfil de cada um dos candidatos. Uma interessante oportunidade de avaliação do eleitor, eis que, por ora, pode-se dizer que ninguém conhecia ninguém, até porque cada um correu solto, até aqui, sem o menor compromisso com o que estava a dizer e a propor. Num debate público, como o de ontem, o processo ganha maior seriedade.

Dos oito participantes, desde logo, vale excluir de qualquer consideração mais consistente os candidatos Guilherme Boulos, do PSOL, e Cabo Daciolo, do Patriotas, por serem dois pistoleiros de ocasião. Mas, como enfatizou o candidato Ciro Gomes, a democracia, pela sua beleza, comporta até isso. E até porque se não fossem esses dois pistoleiros ficaria mais difícil se chegar aos melhores, numa avaliação mais criteriosa.

Dos oito, tirando os dois, ficamos com seis, de cujo total podemos destacar dois – Ciro Gomes e Geraldo Alckmin -, na extremidade da outra ponta em que estamos colocando os dois pistoleiros. Assim, no campo do meio, ficaram quatro – Álvaro Dias, Henrique Meirelles, Jair Bolsonaro e Marina Silva.

O senador Álvaro Dias, experiente e afeito ao debate e à aparição diante de câmeras e microfones, foi o primeiro a responder e o primeiro a se comprometer, eis que, sequer, respondeu a indagação que lhe foi feita, perdendo-se numa auto-apresentação pobre, como menino da roça, de pai agricultor. Sem gravata, o figurino não contribuiu para a importância e o significado do evento. Afora o pistoleiro Boulos, ele foi o único a não estar trajado de acordo com o perfil recomendado para tal situação.

O ex-ministro Henrique Meirelles, do MDB, padece da pobreza argumentativa para o convencimento do discurso de ter conseguido gerar dez milhões de emprego como presidente do Banco Central, nos oito anos do governo Lula. Aliás, não teve coragem de pronunciar o nome do Lula.

De sua parte, o deputado Jair Bolsonaro, líder das pesquisas, até pode, de alguma forma, ter encantado os seus radicais seguidores e simpatizantes, mas, em termos de conteúdo programático, beirou a necessidade de pertencer a algum tipo de “Bolsa Família”, do processo da campanha eleitoral para a Presidência da República. Faltou-lhe conteúdo, visão da realidade nacional e até equilíbrio no questionamento provocativo do pistoleiro invasor de residência, Guilherme Boulos.

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