Barbiero é premiado por seu estilo jeitoso de fazer política

O catarinense João Carlos Barbiero veio para Ponta Grossa, ainda jovem, na década de oitenta. Aqui, construiu seu projeto de se tornar conhecido, com a montagem de uma casa noturna, Aero Anta, e passou a ser chamado de João da Aero. A casa noturna não foi para a frente, mas o João da Aero continuou sua trajetória, deixando de lado o João da Aero para firmar seu próprio nome, João Barbiero.

Jeitoso, buscou espaço em emissoras de rádio e foi se infiltrando no meio político, com um estilo próprio de se fazer conhecido e conquistar amigos. De repente, na segunda metade da década de noventa, o prefeito Jocelito Canto o fez secretário da Assistência Social de seu governo. Era tudo o que estava faltando para o João Barbiero conquistar um espaço na vida pública de Ponta Grossa, olhando para um pouco além dos limites do Rio Tibagi. Na Secretaria da Assistência Social deu ênfase ao trabalho em favor dos idosos, com o que conquistou a simpatia do pessoal da “Melhor Idade”. Nesse embalo, se elegeu vereador nas eleições de 2000, pelo Partido Liberal, o PL, que foi seu primeiro abrigo partidário.
Quatro anos mais tarde, resolveu ousar e se lançou candidato a prefeito, competindo com o prefeito Péricles de Holleben Mello, que disputava a reeleição, e com o ex-prefeito Pedro Wosgrau Filho, que queria retornar ao posto de prefeito. E conseguiu. Mas, o destaque foi que Barbiero liderou o segundo bloco, ou seja, enquanto Péricles e Pedro compunham o grupo principal da disputa, Barbiero se colocou como líder do segundo grupo, composto pelo vereador Leopoldo Guimarães da Cunha Neto, pelo juiz aposentado Luiz Setembrino von Holleben, pelo empresário Paulo Boihaenko Sobrinho e por ele próprio. Fez 10.949 mil votos, praticamente onze mil, em meio a uma simpatia de um número muito maior de pessoas, pelo estilo jeitoso de fazer campanha, com ideias e propostas, especialmente para o povo da Melhor Idade, sem críticas a nenhum dos concorrentes.
Em 2006, era visto como um bom nome para disputar a Câmara Federal, mas acabou convencido por um deputado federal do Norte Velho a fazer dobradinha com ele, por aqui, saindo candidato a deputado estadual. Sem sucesso, se aproximou do deputado federal Fernando Giacobbo, de Cascavel, e conseguiu uma nomeação na assessoria do parlamentar, que era o presidente estadual do PL. Nessa posição, Barbiero se instalou no escritório regional do PL, em Curitiba, e passou a circular, com frequência, em importantes gabinetes de Brasília, levado por Giacobbo.
Foi nessas andanças, que fez amizade com o casal petista Paulo Bernardo e Gleisi Hoffmann, o que lhe valeu, por exemplo, ao tempo de Gleisi na Casa Civil do Palácio do Planalto, no primeiro governo de Dilma Rousseff, um cargo na assessoria da ministra. Aí, nessa altura, o PL já não existia mais, e ele foi tentar a sorte no PV, de onde acabou sendo saído pelo empresário Álvaro Scheffer, que comandou o PV em Ponta Grossa, por conta do ingresso temporário do senador Álvaro Dias, nesse partido. Pelo PV, foi candidato a vice-prefeito do deputado Péricles de Holleben Mello, em 2012, mas não venceu. De novo, não perdeu; apenas, não venceu.
Há cerca de vinte dias, aproveitando a visita da governadora Cida Borghetti em Ponta Grossa, com seu marido, o deputado federal Ricardo Barros, assinou a ficha do PP, a convite do casal.
E, agora, na terça-feira, foi convidado pela governadora Cida Borghetti, e aceitou, ser o titular da Secretaria de Esporte e Turismo do Paraná. Um justo e merecido prêmio ao estilo jeitoso de fazer política do João da Aero.
Aliás, o João da Aero foi candidato a vereador e não se elegeu. Ou seja, não perdeu, porque foi essa candidatura que o aproximou de Jocelito.
Próximo de completar 50 anos de idade, o João da Aero, hoje, o secretário de Estado João Carlos Barbiero, tem mais horizonte pela frente.

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