Lula comandou a maior quadrilha, foi condenado, mas não quer ser preso

O ex-presidente Lula pensa que pode passar para a História como o maior malandro da política brasileira, inteiramente impune. É o comandante-em-chefe da maior quadrilha de assalto ao dinheiro público do Brasil, mas nem de longe admite tamanha esperteza, fazendo de conta que nunca soube de nada. Pego em suas trapaças, mesmo que tenha se esforçado para apagar as pegadas que deixou, foi condenado

uma vez, tendo a confirmação da sentença que o manda para a cadeira, na segunda vez, com o aumento do tempo em que deve curtir a sua malandragem de mentiroso e corrupto. Ainda, assim, agora faz seus advogados baterem às portas dos tribunais maiores para conquistar um salvo-conduto, querendo, a despeito da condição de condenado pela Justiça, fazer campanha eleitoral para a Presidência da República, livre e solto como um passarinho. E com essas artimanhas de malandro profissional, ele tira de foco a discussão do tema central, que é a corrupção havida ao tempo do PT, o seu partido, no Palácio do Planalto. Estribado no argumento da falsidade de que não cometeu crime nenhum e que é um inocente, perseguido pela Justiça, que seria uma aliada das elites, ele está determinado a ficar insistindo nessa toada descompassada, à espera que, de repente, alguém, olhando para o Supremo Tribunal Federal e pensando nos ministros Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski, possa lhe fazer “justiça”, mudando a ordem legal das coisas que reza que, condenados em segunda instância possam ser levados para a cadeia, sem prejuízo do direito de recorrer aos tribunais superiores. E, com isso, vai desviando a atenção dos crimes que cometeu e que consentiu que comparsas seus cometessem, imaginando que poderá ir arrastando sua situação, de forma indefinida.
Os ataques ao Poder Judiciário, que faz e que fazem seus comparsas, só podem se prestar para o aprofundamento da cova de sua sepultura política, eis que, como acabam de demonstrar o vice-presidente do Superior Tribunal de Justiça, ministro Humberto Martins, e a presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Carmen Lúcia, Lula é um condenado comum, que não está, nem estará, acima da Lei. Humberto Martins negou liminar para, preventivamente, deixar Lula solto, e a ministra Carmen Lúcia firmou posição que Lula não vai “apequenar o STF”. Ou seja, até pela dignidade das instituições democráticas do País, Lula precisa, sim, cumprir pena na cadeia, para ficar demonstrado que condenado na Justiça é, simplesmente, um condenado que tem a obrigação, imposta pela Lei, de seguir o curso natural do processo, que o leva à cadeia.
Como as primeiras tentativas já deram na trave no STJ e no STF, não será, com certeza, a ONU que vai se intrometer aqui no Brasil para exonerar o juiz Sérgio Moro do Poder Judiciário e manter Lula em liberdade, sem a menor preocupação com os crimes da extraordinária roubalheira do dinheiro público. Que finja que não é o chefe da quadrilha, que não roubou e que é inocente, é até um direito que lhe pertence. Porém, não pode é extrapolar os limites da loucura e querer fazer a sociedade acreditar que os seus devaneios de desvios dos crimes cometidos sejam aceitos.
Vale a torcida para que os próximos quarenta, sessenta dias passem rápidos, a fim de que o TRF-4 possa concluir a decisão sobre os recursos possíveis da defesa cansativa de Lula e, aí, autorizar o juiz Sérgio Moro que passe a cuidar de seu mais novo inquilino, na Penitenciária de Pinhais.
O Brasil precisa disso, porque a vida continua.

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