Marcelo, Plauto e Sandro formam um tripé singular em favor da cidade

A tradição na política de Ponta Grossa sempre foi o prefeito ser adversário político do governador do Estado. Vale o registro da situação dos últimos 50 anos, de 68 para cá. Temos, então, o prefeito Cyro Martins como adversário do governador Paulo Pimentel; o prefeito Luiz Gonzaga Pinto adversário do governador Parigot de Souza; o prefeito Amadeu Puppi aliado do governador Canet Júnior;
o prefeito Luiz Carlos Zuk adversário e inimigo do governador Canet Júnior; o prefeito Romeu Almeida Ribas adversário do governador Ney Braga; o prefeito Otto Cunha aliado do governador José Richa; o prefeito Pedro Wosgrau Filho adversário do governador Álvaro Dias; o prefeito Paulo Cunha Nascimento adversário do governador Roberto Requião; o prefeito Jocelito Canto adversário do governador Jaime Lerner; o prefeito Péricles de Holleben Mello adversário do governador Jaime Lerner; o prefeito Pedro Wosgrau Filho aliado, no seu segundo governo, do governador Roberto Requião e, no terceiro governo, do governador Beto Richa; o prefeito Marcelo Rangel aliado do governador Beto Richa, em seus dois períodos de governo.
Se considerarmos as reeleições de Pedro e de Marcelo, teremos 14 prefeitos, dos quais oito foram adversários do Palácio Iguaçu e 6 com alguma proximidade. Nenhum, entretanto, com a amizade e o companheirismo que caracterizam as relações do prefeito Marcelo Rangel com o governador Beto Richa. Ambos se tratam por “você”. Apenas Otto, dos demais, dispensava o tratamento de “você” a José Richa, mas um “você”, de certa forma, cerimonioso, diferente do “você” de Marcelo e Beto.
A cidade perdeu bastante com essas divergências políticas. Vale lembrar, aqui, por exemplo, que o governador Paulo Pimentel, um dia, confidenciou ao bispo Dom Geraldo Pellanda que a cidade mais fácil para atender no Paraná era Ponta Grossa, pois, bastava não atender. É que, segundo ele, o que o prefeito Cyro Martins solicitava pela manhã, à tarde, o deputado David Federmann pedia para não ser atendido. E, no dia seguinte, o que Davi pedia manhã, à tarde, Cyro pedia para que não fosse atendido.
Diante dessa realidade histórica, é preciso ressaltar a condição ímpar do prefeito Marcelo Rangel, pois, além da amizade pessoal com o governador Beto Richa, Marcelo tem um grande aliado nas suas relações com o Palácio Iguaçu que é o deputado estadual Plauto Miró Guimarães Filho, amigo, parceiro, “irmão” de Beto Richa. E, em Brasília, tem o apoio de seu irmão, o deputado federal Sandro Alex, de boa atuação política. Em tal situação, nenhum outro prefeito da História Política de Ponta Grossa teve tamanha sustentação política.
Por conseguinte, o prefeito Marcelo Rangel está sendo um privilegiado, por contar com a parceria de um deputado estadual e de um deputado federal, com os quais pode-se dizer que formam um histórico tripé na política pontagrossense, o que explica o volume de recursos que a cidade tem recebido, tanto de Curitiba, quanto de Brasília.
Se os três continuarem a caminhar juntos, especialmente nas eleições deste ano, os três haverão de ser muito bem sucedidos, devendo, inclusive, continuar com as portas do Palácio Iguaçu escancaradas, eis que os três deverão apoiar a candidatura do deputado Ratinho Júnior, tido, desde logo, como a mais promissora candidatura ao governo do Estado.

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