O TRF-4 mostrou a Lula o que ele sempre disse que não sabia

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O mundo não acabou, o Brasil não parou e Lula foi condenado. Aliás, o Brasil está a comemorar, porque o TRF-4, em Porto Alegre, mostrou a Lula e ao PT tudo o que Lula sempre disse que não sabia. Mostrou a Lula que, não apenas ele sabia de tudo, como sempre foi o chefe da maior quadrilha que assaltou o dinheiro público neste País. O TRF-4 mostrou a Lula que ele, na Presidência da República, não honrou
o juramento que fez e traiu a confiança do povo brasileiro, ao instalar e comandar um governo corrupto, desonesto e ladrão. Um governo que agravou a realidade social da população mais pobre e carente, contrariando o discurso mentiroso que sempre sustentou. Fez-de-conta que governava para os segmentos mais necessitados, quando, na verdade, se entregou ao maior espetáculo de corrupção, quebrando a maior empresa brasileira e só realizando obras para delas tirar dinheiro público. Na vida pública, para roubar é preciso fazer obra. É que, fazendo obra, o governante corrupto faz aliança com o empresário desonesto, que ganha a licitação já sabendo o compromisso e o tamanho da propina que terá que pagar. Tudo o Lula fez.
O julgamento de ontem pelo TRF-4, do recurso de Lula contra a sentença do juiz Sérgio Moro que o condenou a nove anos e seis meses de prisão, prendeu a atenção das pessoas de bem, dos empresários honestos, do cidadão comum, que, diante das ações da Operação Lava Jato que vem enfrentando o mundo do crime organizado no Brasil, pelo restabelecimento da fé no Poder Judiciário, representado pelo que é feito pela Justiça Federal em Curitiba e Porto Alegre. A torcida era grande, como grande era a preocupação pelo risco de uma decepção dolorosa.
Mas, valeu o renascer da esperança, o ressurgimento do civismo e a fé no Poder Judiciário, a partir de Curitiba e de Porto Alegre, eis que os três valorosos, competentes e destemidos desembargadores, por unanimidade, não apenas mantiveram a sentença do juiz Sérgio Moro, como elevaram o tamanho da pena da privação da liberdade, de nove anos e seis meses para doze anos e um mês. Três votos a zero! Foi um instante de orgulho cívico que a sociedade nacional viveu, esperançosa de que os ministros do Supremo Tribunal Federal prestem atenção no que aconteceu em Porto Alegre, em apoio à decisão havida em Curitiba, e passem, também, a dignificar o Império da Lei, de modo a, quem sabe, conquistarem o respeito que a Nação devota, hoje, ao juiz Sérgio Moro e aos três desembargadores da oitava turma do TRF-4, João Pedro Gebran, Leandro Paulsen e Victor Laus.
Três grandes, serenos e sábios votos foram proferidos no dia de ontem, em Porto Alegre. Votos que honram e dignificam a Justiça Brasileira, pela técnica, pela competência e pela segurança com que foram elaborados e pronunciados, fazendo inteira justiça, diante da História, ao fato inusitado da condenação primeira a um ex-presidente da República, por ter procedido de forma desleal, desonesta e traiçoeira ao compromisso com o povo brasileiro.
A sociedade nacional gostaria, tanto, de devotar o mesmo respeito e orgulho que devota ao juiz de Curitiba e aos três desembargadores de Porto Alegre ao conjunto dos ministros do Supremo Tribunal Federal. Mas, o STF se distanciou da grandeza dos magistrados das duas instâncias iniciais da hierarquia do Poder Judiciário do Brasil.
Quem sabe essa bela lição chegue, de alguma forma, a Brasília.

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