Os irmãos Oliveira podem estar escrevendo uma diferente e bonita página em nossa história – Final

Reeleitos, Sandro para deputado federal e Marcelo para prefeito, os irmãos Oliveira tem, especialmente Sandro, um novo desafio de urnas, por conta das eleições deste ano. O deputado federal Sandro Alex vai disputar uma natural segunda reeleição, buscando um terceiro mandato, com chances reais de uma boa votação, quer pela ampliação de sua base eleitoral, quer pela ajuda mais significativa
que deverá receber do irmão prefeito, pelo fato deste segundo governo estar sendo muito mais realizador que o primeiro, o que confere a Marcelo um maior prestígio popular.
A página diferente e bonita que pode estar sendo escrita, de princípio, aponta para o prefeito Marcelo Rangel. Amigo do governador Beto Richa, tanto quanto o irmão, e os dois aliados do deputado Plauto Miró Guimarães Filho, Marcelo já anunciou o seu desligamento do PPS, como fez Sandro há dois anos, o que irritou sobremaneira o deputado federal Rubens Bueno, presidente estadual e secretário-geral nacional do partido. Tanto irritou, que Rubens andou criando dificuldades para a candidatura à reeleição de Marcelo em 2016, como ato de vingança política pela saída de Sandro. Uma atitude pequena de Rubens, que acabou sendo superada.
Mas, talvez até mesmo por essa atitude pequena de Rubens e também pelo convencimento de que no PPS do Paraná só há espaço para o próprio Rubens, Marcelo acompanhou o irmão na saída do partido. Se Sandro foi para o PSD, do deputado Ratinho Júnior, Marcelo anunciou que irá assinar a ficha do PSDB, do governador Beto Richa. Mais, que o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, presidente nacional do partido, virá à Ponta Grossa para abonar sua ficha de filiação, ao lado, naturalmente, de Beto Richa. E tanto prestígio assim não deve ser por conta da simples filiação.
É, aí, que pode estar o conteúdo da diferente e bonita página política. Considerando que o PSDB não criou nenhum nome para disputar a sucessão de Beto e que o apoio de Beto deverá ser para a candidatura do deputado Ratinho Júnior, do PSD, aonde já se encontra o deputado Sandro Alex, é possível que Beto já tenha reivindicado o direito de indicar o nome do candidato a vice-governador, pelo PSDB. E esse nome, então, seria do prefeito de Ponta Grossa, Marcelo Rangel.
Essa é uma leitura natural do fato anunciado para o dia da filiação, pois, caso contrário, não haveria razão para tanto destaque ao ingresso de Marcelo no PSDB. É justamente esse prestígio que estaria para ser dado à assinatura da ficha de filiação que leva a avaliação de dar ao feito repercussão estadual, de modo a que o prefeito de Ponta Grossa ganhe essa projeção regional, a fim de reunir condições políticas ideais da indicação, pelo governador Beto Richa, para o preenchimento da vaga de candidato a vice-governador, na chapa do deputado Ratinho Júnior.
Marcelo, aliás, quando ainda deputado estadual revelou o sonho de, um dia, ser senador da República. Um sonho legítimo e louvável até, por significar o desejo de fazer uma carreira política zelosa e produtiva, capaz de estabelecer condições para o alcance do objetivo colimado.
E, como a candidatura de prefeito lhe caiu no colo, por conta das circunstâncias que já consideramos, as novas circunstâncias lhe estariam a favorecer, agora, para uma candidatura a vice-governador.
E, se de fato isso acontecer, o prefeito Marcelo Rangel estará sendo o primeiro político da História de Ponta Grossa a disputar um cargo majoritário no Paraná. O primeiro a cruzar o Rio Tibagi.
Foi, por conta de tal possibilidade, que resolvi escrever essa série de comentários. Com a torcida para que Ponta Grossa, pela primeira vez, seja protagonista da política do Paraná.
Sem nunca esquecer que o começo de tudo se deu com o ex-vereador Leopoldo Cunha Neto, então pelo PPS.

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