Os irmãos Oliveira podem estar escrevendo uma diferente e bonita página em nossa história VI

Como o passado já tem assegurado um lugar na História Política de Ponta Grossa, seja, como já registramos, pela singularidade do fato de dois irmãos estarem fazendo carreira política, o primeiro, Marcelo Rangel, com quatro vitórias seguidas e, o segundo, com uma derrota e duas vitórias também seguidas, o que mais importa, à esta altura dos acontecimentos, é o que está por vir, inclusive, a partir deste ano.
Diante de tal perspectiva, convém resumir, nesta coluna, as duas últimas eleições, isto é, a reeleição tranquila, e bem sucedida, do deputado Sandro Alex, em 2014, e a reeleição do prefeito Marcelo Rangel, em 2016, para um histórico segundo mandato.
Nestas duas eleições citadas, os irmãos Oliveira consolidaram seus prestígios junto ao governador Beto Richa, tendo ambos entrada livre no Palácio Iguaçu. Com a inusitada vantagem, mormente no caso de Marcelo, como prefeito, em relação a todos os seus antecessores no cargo, do tratamento que dispensa a Beto Richa. Enquanto todos os antecessores mantinham um tratamento formal com o respectivo governador, Marcelo Rangel dispensa a Beto Richa um tratamento de amizade pessoal, no que é correspondido. E, assim, se dá também com o deputado Sandro Alex, que, ao deixar o seu antigo partido, o PPS, para ingressar nas fileiras, ainda em boa formação, do PSD, do então deputado e secretário de Estado Ratinho Júnior, naturalmente, deu uma satisfação a Beto Richa, eis que essa mudança tinha muito mais vantagem para o governador, e nenhuma desvantagem, como os fatos estão a evidenciar.
Da mesma forma, o prefeito Marcelo Rangel, hoje cumprindo um vistoso segundo mandato, muito melhor do que o primeiro e sem termos de comparação com o que se verificou com Pedro Wosgrau Filho nos seus dois governos seguidos, também não agiu, de iniciativa própria, ao noticiar sua saída do PPS, com o anúncio de que irá se filiar ao PSDB, partido do governador Beto Richa.
O deputado federal Sandro Alex tinha, em 2014, o desafio da confirmação da vitória de quatro anos atrás. É que, em política, a primeira vitória é um acontecimento a ser confirmado. E, aí, havia o desafio da reeleição. Feita a campanha e contados os votos, lá estava o deputado Sandro Alex com uma votação que o colocou em 14º lugar, dentre os 30 deputados da bancada do Paraná na Câmara dos Deputados, com 116.909 votos. Onze mil a mais do que há quatro anos, quando de sua eleição, 95.840. Se, na eleição já havia superado nomes consagrados, na reeleição, essa superação foi mais longe ainda, eis que fez mais votos que Ricardo Barros, hoje ministro da Saúde, Rubens Bueno, presidente estadual do PPS, Luiz Carlos Hauly, Alfredo Kaefer e Leopoldo Meyer, para destacar os nomes mais vistosos.
Pela frente, havia 2016, ano de desafio ao prefeito Marcelo Rangel, pelo projeto de sua reeleição, eis que, dos três que o antecederam no cargo sob a égide do instituto da reeleição, apenas um havia conseguido o feito de emendar um segundo governo seguido, Pedro Wosgrau Filho. O primeiro a disputar a reeleição foi Jocelito Canto, em 2000, mas perdeu para Péricles de Holleben Mello, que viria a ser derrotado por Pedro Wosgrau, em 2004.
Tendo feito um governo mais realizador nos programas eleitoras da televisão, do que propriamente na cidade, Marcelo Rangel, que havia derrotado um candidato de esquerda na primeira eleição, Péricles de Holleben Mello, do PT, na sua reeleição, derrotou um segundo nome da esquerda, Aliel Machado, ex-PCB e filiado à Rede. Marcelo fez 55,38% – 98.058 – contra 44,62% – 79.008 – do deputado federal Aliel Machado. Vitória bem mais tranquila do que na disputa com o deputado Péricles, em 2012. Assim, Marcelo se igualou a Pedro, na reeleição, sendo o segundo a obter tal resultado dos quatro com direito a tal disputa. (Continua amanhã)

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