Por Lula, hoje, o Judiciário vive uma verdadeira prova de fogo

Como disse a jornalista Eliane Catanhêde, no “Estadão”, “o mundo, hoje, não vai acabar, nem o Brasil vai parar”, por conta do julgamento da condenação imposta ao ex-presidente Lula, pelo juiz Sérgio Moro. Sim, o mundo não vai acabar, nem o Brasil vai parar, porém, o Brasil vai ter, a partir de hoje, um novo capítulo em sua História, escrito pelo Poder Judiciário, representado pelo Tribunal Regional Federal
, da 4ª Região, em Porto Alegre. Os três desembargadores – João Pedro Gebran Neto, Leandro Paulsen e Victor Laus –, que vão julgar o recurso do ex-presidente Lula interposto à condenação sentenciada pelo juiz Sérgio Moro, serão os redatores desse novo capítulo, eis que não há precedente em nossa História de julgamento, por ações criminais, de um ex-presidente da República, sujeito, dependendo da decisão, de ser levado à cadeia.
A sociedade brasileira, descrente de tudo, mormente do procedimento dos três poderes da República, está vivendo um instante de renascimento de esperança, pelas ações desenvolvidas pela Operação Lava Jato, que desfez o mito de que, no Brasil, cidadão de colarinho branco não ia para a cadeia. O trabalho do Ministério Público Federal, da Polícia Federal e da Justiça Federal, de primeira instância, com suas unidades instaladas em Curitiba, está sendo o responsável por esse novo despertar do civismo nacional, pelo convencimento de que, de fato, há uma luz no fim do túnel a indicar que é possível, sim, o cidadão direito voltar a se orgulhar de sua condição, diante da confiança de que o malfeitor, de agora em diante, tem um acerto de contas com o Império da Lei. É o renascer da esperança do cidadão de bem.
E a confiança da sociedade nacional se volta hoje para o TRF-4, com expectativa favorável, pela constatação de que as sentenças do juiz Sérgio Moro, em cima das investigações sérias, profissionais e corajosas do Ministério Público Federal e da Justiça Federal, têm sido referendadas, em sua esmagadora maioria, justamente, pelo TRF-4. O cidadão decente, a mulher de bem, o jovem que sonha com um Brasil que estão a lhe indicar, pelos novos acontecimentos a partir de Curitiba, confiam, vivamente, que o TRF-4 vai dignificar, nesta quarta-feira, o Poder Judiciário do Brasil, vai proclamar a valorização da virtude, do caráter, da moral das pessoas de bem desta Nação. É tudo o que esperam diante do grau de perversidade do proceder do réu do dia, que traiu a confiança da Nação, em seus dois governos, roubando, mais que dinheiro, a dignidade da própria sociedade brasileira. Fez mais, ao final de seu tempo de governo, apresentando, para sucedê-lo, uma mulher despreparada e sem autoridade para governar, mentindo para o Brasil inteiro que aquela mulher era competente, séria e determinada. O réu do dia de hoje acumulou tantas ações maléficas, que estão a fazer o padecimento do povo, especialmente do povo mais simples, mais pobre, que merece sentir o peso da mão da Justiça, para pagar um pouco, nem que seja, do enorme conjunto de maldade que legou ao País.
Um desencanto das pessoas de bem do Brasil, nesta quarta-feira, seria um desastre doloroso, porque seria atingida, de morte, a dignidade nacional. É, por isso, pois, que o TRF-4 é o depositário, nesta quarta-feira, de toda a esperança, sonho e caráter de homens, mulheres e jovens que querem e esperam poder ajudar a reconstrução moral do Brasil.
O ideal é um 3 a 0, mas há quem fale num 2 a 1. Mas, o que importa mesmo, é que a condenação seja mantida. O mundo não vai acabar, e o Brasil não vai parar. Mas, bem que o Brasil, merece comemorar.

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