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Os irmãos Oliveira podem estar escrevendo uma diferente e bonita página em nossa história V

Próximos do governador Beto Richa, os irmãos deputado estadual Marcelo Rangel e deputado federal Sandro Alex tinham planos claros para a sucessão municipal de 2012, mas havia uma barreira a ser vencida que era a possível candidatura do deputado Plauto Miró Guimarães Filho, que já havia disputado a Prefeitura no pleito de 96. Tido e havido como amigo e irmão de Beto Richa, os irmãos Marcelo e Sandro

trataram de se aproximar de Plauto para superar arestas do passado, ao mesmo tempo, em que, habilidosamente, encaminhavam o assunto da eleição municipal com o governador, valendo-se, como bons e profissionais marqueteiros, de números de pesquisas, que lhe eram francamente favoráveis.
Toda essa negociação, tanto com Plauto, quanto Beto Richa, se deu de forma tranquila, eis que, para o grande público, não chegou o menor sinal de eventual rusga, ou mesmo de ensaio de uma competição. Acontece que para o governador o melhor que poderia acontecer, de fato, era o entendimento de Marcelo e Sandro com Plauto, pois, essa união dos três representaria uma importante força política em Ponta Grossa para o seu projeto de reeleição em 2014. Sim, o político negocia hoje, pensando no amanhã e no depois de amanhã. Assim, Beto abençoou a união dos três.
Um ensaio de negociação se deu em relação ao candidato a vice-prefeito, que seria indicado pelo deputado Plauto. Entretanto, Marcelo e Sandro, sempre muito diplomáticos, mostravam números de pesquisas que colocavam o médico e vereador Dr. Zeca – José Carlos Sahagoff Raad -, campeão de votos para o Legislativo, com mais de seis mil, como o parceiro ideal para ajudar a vencer as eleições. Homem de boa paz, o deputado Plauto acabou concordando.
Mas, já à esta altura, em família, havia sido tomada a decisão, em torno do nome do deputado estadual Marcelo Rangel, ainda que, como já dissemos, à primeira vista, o nome adequado seria o do deputado federal Sandro Alex. Entretanto, vale a repetição da lembrança de que Ponta Grossa ficou vinte anos sem deputado federal e que um abandono de mandato, por parte de Sandro, poderia soar complicado junto ao eleitorado da cidade. Com esse sentimento de respeito, Marcelo Rangel montou a chapa que desejava, junto com o irmão Sandro, e, aí, com o apoio do deputado Plauto e todos os seus companheiros e, por via de consequência, do governador Beto Richa, Marcelo saiu candidato e venceu a eleição, tirando do segundo turno o empresário Márcio Pauliki, que concorreu pelo PDT, e derrotando o deputado Péricles de Holleben Mello, no segundo turno, por estreita diferença, 50,48% – 88.611 votos – contra 49,52% de Pericles, ou 86.929. (Continua amanhã)

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