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Os irmãos Oliveira podem estar escrevendo uma diferente e bonita página em nossa história IV

O surpreendente desempenho eleitoral do, politicamente desconhecido, radialista Sandro Alex, nas urnas da eleição de prefeito em 2008, que desbancou o popular Jocelito Canto do segundo turno e quase bateu o “monstro sagrado” Pedro Wosgrau Filho na reta final, revelou a presença de um novo e promissor líder na seara do horizonte da política pontagrossense.

Tanto ele, como o irmão, o deputado estadual Marcelo Rangel, saíram dos estúdios da Rádio Mundial, levados pelas mãos do ex-vereador Leopoldo Guimarães da Cunha Neto, para se firmar no cenário político da cidade. Com o capital de mais de 80 mil votos, Sandro Alex já era visto como nome forte para as eleições de 2010 para a Câmara Federal, fazendo, naturalmente, uma dobradinha com o irmão, que disputaria a reeleição para a Assembleia Legislativa.
E, com a chegada da campanha eleitoral de 2010, lá estavam, na largada geral do pleito, os irmãos Oliveira, pelo PPS de Leopoldo, Marcelo buscando sua primeira reeleição para deputado estadual, e Sandro sua primeira eleição para deputado estadual, com a credencial dos mais de oitenta mil votos, feitos para prefeito.
É bom registrar que Ponta Grossa havia conseguido eleger o seu último deputado federal em 1990, na figura do ex-prefeito Otto Cunha. Desde então, quem passou a fazer voto em Ponta Grossa e se apresentar como deputado da cidade foi Affonso Camargo Neto, que havia sido senador, por dois mandatos – um, por nomeação, ainda no regime militar, em 78, e outro, pelo voto direto, em 86, fazendo parceria com o ex-governador José Richa, ficando ambos com as duas vagas, em disputa.
Em 94, o PMDB lançou para o Senado o ex-governador Roberto Requião e o ex-secretário de Agricultura de Álvaro e Requião, Osmar Dias, tendo Affonso Camargo, então, sido obrigado a disputar a Câmara dos Deputados, já com votos em Ponta Grossa, eis que Otto não se reelegeu.
Abertas as urnas e contados os votos de 2010, lá estavam Marcelo Rangel e Sandro Alex entre os eleitos. Aliás, entre os bem eleitos. Marcelo se reelegeu com uma expressiva votação – 67.309 votos -, na frente de seus dois colegas de Ponta Grossa, Péricles de Holleben Mello e Plauto Miró Guimarães Filho. De sua parte, Sandro Alex, com 95.840 votos, fazendo bonito na disputa eleitoral, eis que se elegeu, com vantagem em cima de figuras tradicionais da política do Paraná, como Reinhod Stephanes, César Silvestri, Abelardo Lupion e Leopoldo Meyer.
Estavam consolidados o prestígio e a força eleitorais dos irmãos Oliveira.
Tendo o céu por limite, os irmãos, de pronto, colocaram os olhos no pleito municipal de 2012, na sucessão do prefeito Pedro Wosgrau Filho.
Qualquer dos dois tinha capital político suficiente para disputar a eleição. À primeira vista, a preferência pertencia a Sandro Alex, por já ter disputado a eleição, em 2008. Entretanto, sendo o único deputado federal da cidade, depois de 20 anos, havia o receio da reação da população, no caso de abandonar o seu primeiro e importante mandato, em Brasília.
E, naquela eleição, sem os votos de Ponta Grossa, o deputado Affonso Camargo perdeu, e encerrou sua carreira. Brabo com a cidade. (Continua amanhã)

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