A arrogância de Temer, “…se quiserem, me derrubem”!, em nada ajuda o Brasil

A arrogância do presidente Michel Temer – “eu não vou renunciar; se quiserem, me derrubem” – e o vocabulário cafajeste do senador Aécio Neves, no emprego de termos impublicáveis, em nada ajudam o Brasil, neste momento de conhecidas dificuldades. Flagrados em malfeitos, se fossem, de fato, possuídos de espírito público verdadeiro, ambos já teriam deixado seus respectivos postos, em nome do interesse público nacional, que há de ter maior relevância do que a falta de pudor dos dois no trato da coisa pública. Não sobra margem para uma defesa minimamente decente diante dos dois flagrantes. Se foram ingênuos, como querem se mostrar agora, foram incompativelmente ingênuos com a dignidade do cargo de presidente da República e de senador da República. Temer demonstrou não ter estatura moral para continuar presidente da República e Aécio se desfez na indignidade pessoal do proceder e do falar, não podendo, por conseguinte, continuar integrando o Senado da República. Os dois se desmereceram aos olhos da população brasileira.
O senador Álvaro Dias é autor de uma definição apropriada para o momento presente, por ter sido tão apropriada do momento de sua pronúncia, quando ainda no governo do ex-presidente Lula disse que “o governo do PT banaliza a corrupção”. E de tão banalizada que se encontra a corrupção no Brasil, é que o presidente Michel Temer e o senador Aécio Neves, pegos em flagrantes delitos que atentam contra a moral do homem público, estão aí a querer se defender. Um dizendo que “se quiserem, me derrubem” e o outro tentando se fazer de coitadinho, afirmando ter sido “vítima de uma armação criminosa”. O interessante é que os dois tinham uma relação, pelo que se pode avaliar das circunstâncias, muito próxima com o delator, a quem acusam hoje de falastrão e criminoso.
Com o circo pegando fogo o dia todo e Temer e Aécio vendendo ingressos para a sessão da noite, é notório que os dois, a partir da revelação desses fatos criminosos, estão a desservir o País, a contribuir para o submundo da política e a desmerecer, por inteiro, o compromisso do homem público em agir na defesa do interesse da população. Os dois, fazendo justiça a declaração do senador Álvaro Dias, se encontram, agora, no desespero, querendo se manter nas respectivas posições, pouco se importando com o mal que fizeram a sociedade brasileira. Para eles, o que fizeram não constitui mal algum, porquanto, como estão a proclamar, foram apenas ingênuos. Não, foram muito mais, demonstraram total indignidade em ocupar qualquer cargo ou função de representação popular. São indignos da vida pública brasileira. Se, vale repetir, ainda imaginam poder contribuir, de algum forma, para com o Brasil, o único caminho que lhe resta é a renúncia, de modo a encurtar o caminho da crise institucional, que estão a produzir ao nosso País.
E, como sempre, o crime está na divulgação, não no fato, em si, produzido lá atrás. Ou seja, se a revelação não tivesse acontecido, o crime não teria existido. E os dois estariam livres para continuar a proceder na sombras da moralidade pública. E como apenas isso está sendo divulgado, não custa imaginar o que ambos já fizeram e que nunca chegou ao conhecimento de São Paulo, terra de Michel, de Minas, terra de Aécio, e do Brasil, terra nossa, do povo brasileiro traído.

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