Greve no Brasil é sinônimo de anarquia, esculhambação, depredação e provocação

A cada greve que se anuncia, e que acontece, é um tempo de festa para os profissionais da anarquia, que agem em nome dos grevistas, no intuito de dar dimensão ao movimento de paralisação de atividade. Foi isso que se viu na sexta-feira passada, nas capitais e principais cidades do País. As esquerdas produziram grupos profissionais da esculhambação, da depredação e da provocação, gerando um ambiente de absoluta anarquia. Quando na rua, esses grupos se confrontam com policiais, incendeiam ônibus, depredam agências bancárias. Nos locais de trabalho, impedem o acesso dos trabalhadores que não querem aderir ao movimento paredista, ficando impedidos de cumprir a jornada de trabalho. Ou seja, a greve, em boa parte, é artificial. E o processo da violência, da agressão é uma estratégia para que o movimento ganhe corpo e a paralisação se mostre fortemente prejudicial a toda a comunidade, de modo que atinja seu objetivo, justamente, o de produzir dificuldade, sacrifício, problemas para o conjunto da sociedade, a fim de, pela força, tentar alcançar o propósito desejado.
O deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força, está a pronunciar o discurso de que a paralisação de sexta-feira foi “apenas o começo” para forçar o governo a rever pontos já aprovados nas alterações da CLT, pela Câmara Federal, não para proteger direitos dos trabalhadores, mas, sim, para preservar privilégios de sindicalistas. É que a eliminação da obrigatoriedade do imposto sindical representa o desaparecimento de centenas de sindicatos, muitos dos quais sob às asas da Força Sindical, comandada e presidida pelo próprio deputado.
Em resumo, comandantes de movimentos sociais e de greves no Brasil querem fazer prevalecer seus pleitos no grito e não pela razão. Onde esteve o bom senso nas paralisações de sexta-feira? As reformas da Previdência Social, Trabalhista e Política não representam uma necessidade de quinze, vintes anos? Essas questões não estiveram nas campanhas de 94 e 98, em que Fernando Henrique venceu? Nas campanhas de 2002 e 2006, em que Lula venceu? Nas de 2010 e 2014, em que Dilma venceu? Onde está, portanto, a sustentação do discurso dos que combatem os projetos reformistas do presidente Michel Temer? É claro que a inspiração maior está na ânsia de vingança contra Temer, por conta do impeachment da ex-presidente Dilma. E, aí, há a mistura dos que desejam combater também a Operação Lava Jato, apostando no famoso “quanto pior, melhor”.
O presidente Michel Temer, olhando para a História, fez a opção de dedicar o seu curto período de governo para as reformas estruturais do Estado, que seus antecessores – os três mais recentes -, pelo menos, não tiveram a necessária vontade política de empreendê-las, na profundidade necessária. Temer quer reservar para a História a imagem do estadista, de modo a suplantar o discurso que o acusa de golpista, no presente.
No meio de toda essa confusão, é forçoso o esforço da sociedade, por meio de suas principais lideranças, de modo que as reformas aconteçam, nem mais na profundidade desejada, mas na profundidade possível, de modo que o País possa dispor de ferramentas adequadas para reverter a gravidade da verdadeira herança maldita produzida pelos governos do PT.
E ter a consciência de que essa participação precisa ser firme e corajosa, pelo fato de a luta estar se dando com profissionais da violência urbana, que querem se vingar do presidente Temer, derrotando o Brasil.
Ainda que Temer não seja um herói nacional, mas é o herói possível que temos. Muito melhor que Lula e Dilma.

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