Nunca houve pedido de dinheiro legal para campanha. Houve pedido de dinheiro. Só

Depoimentos de ex-diretores da Odebrecht, prestados nesta semana que se encerra ao TSE, já produziram repercussão de visível contrariedade em Brasília. E isso é só o começo, porque o grosso da coisa, o conteúdo dos depoimentos das 77 delações, ainda está por vir. É claro que não vai ficar pedra sobre pedra, porque a regra do jogo era pedir dinheiro, sim, para a campanha eleitoral. E nunca houve o tal pedido de dinheiro legal. O que sempre houve foi pedido de dinheiro. E dinheiro graúdo para financiar a campanha. Claro que uma parte desse dinheiro sempre precisou constar na contabilidade da campanha. Mas, o essencial, e não mais que o essencial.
Vai sobrar muito pouca gente, em Brasília. No Congresso Nacional, não vai sobrar ninguém, por exemplo, do PT, PMDB, PP. E, aí, Rodrigo Maia, do DEM, Aécio Neves, do PSDB, e companhia limitada.
O Brasil não pode, de maneira algum, perder esse trem da história de passar a limpo o processo político brasileiro. E se o preço desse processo for a cabeça de dois terços de deputados e senadores, de ministros, de governadores, e mesmo do presidente da República, que rolem essas cabeças todas, porque esse povo todo deturpou o papel da representação parlamentar, que deixou de representar o povo, para representar interesses individuais, partidários e grupais. E o povo passou a ser utilizado, como o verdadeiro bode expiatório dessa cultura do roubo do dinheiro em que se transformou o cenário da política nacional.
É claro que há uma minoria limpa, tanto na Câmara dos Deputados, quanto no Senado da República. E essa minoria vai emergir vitoriosa, no processo eleitoral do ano que vem, porque haverá de receber manifestação de respeito do eleitor. No Paraná, vamos ter o bonito exemplo do senador Álvaro Dias; de Brasília, do senador Cristóvão Buarque; do Ceará, Tasso Jereissatti; do Espírito Santo, Magno Malta e Ricardo Ferraço; no Rio Grande do Sul, Ana Amélia e Paulo Paim; Goiás, Ronaldo Caiado; de Alagoas, sobra Raimundo Lira, pois, seus dois colegas de Casa atendem pelos nomes de Fernando Collor e Renan Calheiros.
Enfim, a hora é de avançar, especialmente, na parte que compete ao Supremo Tribunal Federal, que precisa, voltando-se para o Brasil, processar e condenar os envolvidos, de modo que o cidadão decente possa reencontrar razões que justifiquem seu procedimento correto. Todo o trabalho do juiz Sérgio Moro, que já tem lugar assegurado na História do Brasil, precisa avançar e avançar rápido nas outras esferas do Poder Judiciário, sem protecionismo, pois, estamos diante de evidências de crimes extraordinários que foram praticados contra o sagrado interesse público. É preciso que chegue logo a vez do Lula, para que ele pare de estar cantando vantagem e anunciando o absurdo de que está elaborando um plano de governo que indique a retirada do Brasil da crise. Logo ele, que meteu o Brasil nessa encrenca, surge agora se fazendo de inocente. O lugar de Lula é na República de Curitiba, porque enquanto Lula continuar garganteando suas mentiras o povo continua a desconfiar da Justiça.
Quem roubou, que pague pelo roubo. Pelo roubo contra o Brasil. É o Brasil que espera se ver passado a limpo. E só será passado a limpo com essa gente toda na cadeia. Com Lula na cadeia. Em Curitiba.

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