Que tal uma nova CPI da Sanepar e uma CPI do Lixo?

E das demais concessões. Temos, por exemplo, o serviço de taxi e a concessão do serviço funerário. Aliás, do serviço funerário até que não é uma má ideia, diante de histórias conhecidas, até de roubo de cadáver de hospital. Que, oxalá, pertença tudo isso ao passado, de modo que não mais esteja acontecendo no presente. Era um tempo de guerra surda, envolvendo disputa do corpo de ente querido de uma família, que nem de longe imaginava que havia gente brigando de foice no escuro, para ganhar dinheiro em cima daquele corpo importante.
E, até para encerrar essa série de comentários da CPI do Transporte Coletivo, achonecessário se enfatizar o absurdo dessa comissão, que tinha o objetivo, como ficou claro agora, de retardar o reajuste do preço da passagem. Uma coisa maluca, urdida dentro do Poder Legislativo, com aprovação da Comissão de Constituição e Justiça e do plenário da Casa. Se o Poder Legislativo, que existe para fazer leis e fiscalizar o Poder Executivo, não respeita a Lei, a instituição se desfaz, por si própria, no crédito ao respeito que deveria merecer da sociedade.
Mas, se a CPI do Transporte Coletivo foi criada, composta e colocada em funcionamento, sem nenhuma direção, vale perguntar por que não se fazer o mesmo em relação a Sanepar, por exemplo. Será que o preço da tarifa da água está certo? E o preço da tarifa do esgoto é justo? Uma CPI poderia investigar isso tudo. Aliás, a CPI deveria levantar, com toda a clareza, o valor do faturamento da Sanepar em Ponta Grossa, para se ter ideia da correspondência do investimento aqui realizado. E, se, de repente, o vereador George Luiz de Oliveira entender em pedir essa CPI, teria a grande vantagem de poder convidar o ex-vereador Valfredo Laco Dzázio para uma espécie de consultor, eis que Laco presidiu a CPI da Sanepar, por longos quatro anos. Foi a CPI do fim do mundo.
Nessa mesma linha, por que não uma CPI do Lixo? É justo o valor da taxa de lixo? O valor cobrado não poderia ser menor? Quem garante que não? Muito provavelmente, uma CPI, proposta pelo mesmo vereador George Luiz de Oliveira, poderia discutir esse assunto, também. Já que não há necessidade de um tema específico, que funcione, então, a indústria da CPI. E que, enquanto essas CPIs, se criadas e instaladas, não concluírem seus trabalhos, que nenhum valor cobrado tenha seu valor alterado.
E participando ativamente de tudo isso, a maioria de vereadores novatos, já cooptados pelo bloco minoritário dos vereadores de mais mandatos. E, aí, fica claro, que a renovação havida foi de nomes, não de valores. Para frustração de quem votou, pensando em ver mudanças de conteúdo. Ficaram, como está demonstrado, só nas aparências.
 

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