Os políticos decentes estão reagindo. Era o que faltava para salvar o Brasil

Nós, aqui do Paraná, estamos a dever ao Brasil uma representação melhor qualificada no Senado da República, mais consentânea com os anseios nacionais, mais identificada com os clamores das ruas. De nossos três senadores, temos, apenas, o senador Álvaro Dias que se ajusta, com perfeição, a esse perfil ideal de representação política. Por conta de nossa imperfeição, enquanto eleitores seres humanos, mandamos para Brasília o senador Roberto Requião e a senadora Gleisi Hoffmann, cujos mandatos terminam no ano que vem. E, aí, será o momento de nos redimirmos dessa falha pecaminosa para com a grandeza do Brasil.
Enquanto isso, o Espírito Santo, dos seus três senadores, possui dois verdadeiros baluartes da democracia vigorosa e verdadeiramente representativa da grandeza de uma classe política sonhada e desejada, que são os senadores Magno Malta e Ricardo Ferraço. A terceira cadeira é ocupada pela senadora Rose de Freitas, do PMDB.
O senador Magno Malta defendeu, por exemplo, em brilhante e consistente pronunciamento da Tribuna do Senado, a redução dos valores pagos a deputados, senadores, ministros do Supremo Tribunal Federal. Combateu o pedido do reajuste dos vencimentos dos ministros do STF, ao mesmo tempo, em que propôs um subsídio de R$ 15 mil para os senadores, enfatizando que seria um bom salário, que asseguraria uma vida digna. E, na sua justificativa, disse que era preciso que os ocupantes dos altos cargos da hierarquia da República se dessem conta da gravidade da crise econômica e da situação vivida pelos mais de doze milhões de desempregados. E que, em tais circunstâncias, refletissem melhor no instante de pedir reajuste em seus vencimentos.
Enquanto isso, o senador Ricardo Ferraço, em confronto com a proposta estúpida e descabida do senador Romero Jucá, que tentou blindar os presidentes da Câmara dos Deputados e do Senador da República, com um projeto de emenda constitucional, que não prosperou, está com um outro projeto de emenda constitucional, que elimina, por completo, a possibilidade de alguém ocupar cargos como de presidente da Câmara dos Deputados ou do Senado da República, sendo réus em processo, como é o caso do senador Renan Calheiros, que comandou o Senado até o início deste mês, sendo réu em processos no STF.
E o senador Ricardo Ferraço já anunciou que, ao contrário de Romero Jucá, não irá retirar a sua proposta, mas que está empenhando em conseguir as 27 assinaturas necessárias, das quais já conta com 11 subscrições. E a proposta dessa PEC do senador capixaba é que a proposta vai muito além dos presidentes da Câmara e do Senado e alcança presidentes de Assembleias Legislativas e de Câmaras de Vereadores. É uma PEC para contribuir com a moralização da política no Brasil.
Então, quando vemos iniciativas dessa natureza somos levados a um revigoramento de esperanças de que o Brasil tem salvação, de que o Brasil não é uma republiqueta dos senadores Eunício de Oliveira, Renan Calheiros, Jader Barbalho, Edson Lobão, Gleisi Hoffmann, mas é uma República dos senadores Magno Malta, Ricardo Ferraço, Álvaro Dias, Cristóvão Buarque, Tasso Jereisatti, Ronaldo Caiado, Ana Amélia e mais figuras iguais que honram e dignificam o Senado da República do Brasil.
Assim, a Operação Lava Jato tem futuro e o Brasil tem salvação.
 

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