Um fim de ano melancólico para um melancólico início de ano

Em situação normal, esse seria um tempo de renovar de esperanças, de evidências de pontos positivos do ano que se encerra e de expectativa favorável para o ano que se apresenta. Um ambiente de festa, portanto. Um tempo de verdadeiro congraçamento, com a satisfação estampada no rosto das pessoas pelo que foi conquistado e a euforia pelo novo tempo que está chegando e que promete mais e novas realizações, mais e maior entusiasmo, confiança mesmo no futuro. É assim, de um modo geral, que tem sido o caminhar de nossa gente, em épocas de festas de final de ano. Mesmo nos dois governos de Lula e do PT, diante da persistente e permanente publicidade de que “nunca antes neste País”, o povo fazia festa em cada final de ano. Com Dilma, até que esse clima de festa andou se repetindo também, por conta de toda a mentira que foi sendo acumulada. Mentira da irresponsabilidade que levava o País para o atoleiro. Mesmo a caminho do atoleiro, a presidente Dilma Rousseff assegurava que o País vivia um de seus melhores momentos e que, reeleita, o Brasil se firmaria entre as maiores nações do mundo e o seu povo experimentaria tempos de bem-estar garantido. Tudo até a contagem dos votos e a proclamação do resultado.Tudo o que Dilma queria e o PT precisava. Tudo dentro das metas do maior festival de mentira deslavada. Foi, então, que a passagem de 2014 para 2015 já não teve o encanto das festas de antes de final de ano. E, agora, nessa travessia de 2015 para 2016, o clima é de insegurança, de justificada preocupação, de incerteza com o que 2016 poderá apresentar.
Não bastassem as mentiras, que até hoje a própria Dilma não teve capacidade de reconhecer, o povo haveria de assistir, ainda, ao maior festival de assalto ao dinheiro público da História do Brasil. Assalto que quebrou a maior empresa do País, a Petrobrás. E Dilma, o tempo todo, estava lá, primeiro,como ministra de Minas e Energia, a cujo ministério a Petrobrás se subordina, acumulando a condição de presidente do Conselho de Administração, depois, como chefe da Casa Civil e, por fim, como presidente da República. Mas, nunca soube de nada.
O povo está triste e sem esperança. Triste e envergonhado por ter acreditado nas mentiras de Dilma. Triste e desesperançado pela constatação de ter sido roubado, assaltado, violentado. O mundo cor-de-rosa que o PT tanto prometia se transformou num mundo descolorido, desgovernado, desalinhado, sem rumo, sem proposta, sem direção.
A figura da autoridade, da governante, da “gerentona” se desfez, se desmilinguiu, virou pó de estrada. Desacreditada, Dilma, agora, se dedica, em tempo integral, a cuidar da salvação de seu mandato, pouco se importando com os passos do governo, se avançam, se recuam. A prioridade é salvar o próprio pescoço, colocado sob ameaça, pelos crimes cometidos na administração pública, no desrespeito à Lei, na irresponsabilidade desmedida de gastar o que não tinha e o que não podia. E que, não obstante o que fez na campanha, para ganhar a reeleição, reeleita, continuou a fazer ao longo do primeiro ano de seu segundo mandato. Ganha força a ideia de que a presidente perdeu a noção do que seja certo e do que seja errado. Para ela, por conta das evidências, governar é construir a “Minha casa, minha vida” e sustentar o Bolsa Família, mesmo que não exista mais dinheiro para tamanha generosidade.
E o povo, sem ter o que comemorar, passa mais um ano, em que foi iludido, desconsiderado, assaltado, e sabe que está entrando num no ano em que vai ter que pagar o rombo de todas as contas públicas que Dilma criou. Inclusive, na Petrobrás. Não foi o povo que roubou, mas será o povo que terá que pagar a fatura que o roubo produziu.
E lembrar que Lula, Dilma e o PT inteiro acusavam Fernando Henrique de ter deixado uma “herança maldita”…

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