O PMDB, se não lançar candidato próprio, tende a apoiar a candidatura de Aliel

O momento é de circulação de nomes de eventuais candidatos, porém, quem é candidato de fato, como o prefeito Marcelo Rangel e o deputado federal Aliel Machado, já trabalha na montagem de uma aliança de sustentação da candidatura. Marcelo, por exemplo, já teria garantido, na aliança com o PPS, o PSB, da secretária Elizabeth Schmidt, o PSC, do secretário Paulo Cenoura, o PSD, do vereador e secretário Júlio Kuller e o PTB, de um cidadão com cargo na Prefeitura, cujo atributo maior seria o fato de ser primo do ex-deputado Roberto Jefferson. É claro que o prefeito espera montar uma aliança bem maior, se possível, parecida com a que o elegeu nas eleições de 2012, onde estavam o DEM e o PSDB, por exemplo.
De sua parte, o deputado Aliel Machado vai precisar suar um pouco mais a camisa, até porque o tempo de televisão de seu partido, a Rede, é de segundos, apenas. Rompido com o seu antigo partido, o PCdoB, Aliel estaria com dificuldades para atrair o PT, que também não gostou da travessia para a Rede, da ex-senadora Marina Silva. Porém, Aliel teria a simpatia do senador Roberto Requião, o que pode significar que, se o PMDB não avançar na direção de uma candidatura própria, poderia se encaminhar para uma composição com a Rede, de Aliel, o que lhe garantiria um tempo apreciável de TV. Mas, antes de admitir tal possibilidade, o PMDB está levando a sério o projeto de ter o ex-prefeito Otto Cunha como seu candidato a prefeito. Com o aval do senador Roberto Requião, que gostaria de ver o seu “PMDB velho de guerra” com candidato próprio a prefeito nos 399 municípios do Paraná.
Na configuração plausível de alianças, aqui em Ponta Grossa, além das citadas, em torno dos nomes do prefeito Marcelo Rangel e do deputado Aliel Machado, teríamos, em termos de viabilidade, o DEM, com a candidatura do empresário Álvaro Scheffer, atraindo para si o PSDB e o PP, o PDT, com a candidatura do deputado Márcio Pauliki, conquistando o PT, enquanto o PMDB, com a candidatura do ex-prefeito Otto Cunha, pode correr os 3.600 metros da campanha, sozinho, por ter um bom tempo de televisão e uma boa estrutura de militância partidária.
É claro que, a esse cenário, vão se ajuntar, aqui e ali, os partidos nanicos, que se deixam levar pela onda que lhes pareça mais favorável.
Numa visão geral, a dez meses das eleições, há uma tendência de confirmação desse conjunto de possíveis candidaturas, mandando a prudência conceder uma margem para uma ou outra composição de forte apelo eleitoral, especialmente, se, de repente, o recadastramento eleitoral não romper a casa dos 200 mil eleitores, o que eliminaria a figura do segundo turno entre os dois candidatos mais votados. Nesse panorama, sem segundo turno, as apostas estariam a indicar um confronto direto entre o prefeito Marcelo Rangel e o deputado Aliel Machado, o que remeteria os partidos de centro e de direita para uma aliança com o PPS de Marcelo e uma grande saia justa para os partidos de esquerda sobre apoiar o deputado Aliel Machado para impor uma derrota ao prefeito Marcelo Rangel. Aliança que não parece fácil, porque os tradicionais partidos de esquerda não flertam muito com a Rede, da ex-senadora Marina Silva, nem estão olhando Aliel com os mesmos olhos do ano passado.
Por isso, é melhor apostar no sucesso do recadastramento eleitoral, de modo a que Ponta Grossa continue tendo o direito ao segundo turno e, aí, aproveitando a grande oportunidade para colocar todo esse conjunto de boas candidaturas nas ruas, no primeiro turno.
E, no caso, os dois mais votados irão para o confronto do segundo turno, com as alianças de maior afinidade. Esse seria o panorama ideal.

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